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COSTA DO DENDÊ – PARTE I


A costa do Dendê é um roteiro turístico lindíssimo no sul da Bahia, que se entende de Salvador até Itacaré, repleto de praias paradisíacas (algumas ainda um tanto quanto inexploradas), piscinas naturais, gente sorridente e comida farta.

Foram 17 dias de idas e vindas, entre ferry-boat, ônibus, carro e muitos e muitos barcos. Mesmo assim, ainda não deu para conhecer tudo. Optamos por visitar alguns dos principais pontos da rota e eu vou contar para vocês como foi, tim-tim por tim-tim .

Começo explicando que vou dividir o texto em 3 partes (I para Barra Grande, II para Morro de São Paulo e III para Boipeba), assim, consigo explicar como chegar em cada uma delas, caso você não tenha a possibilidade de visitar tudo de uma vez só.

Vem comigo!!!

Estivemos em Outubro de 2017.

BARRA GRANDE

Barra Grande é uma praia da Península de Maraú, localizada na Bahia de Camamu, há 272 km de Salvador.  Seu acesso pode ser feito via terrestre, muito embora a via não seja muito boa (é uma estrada de chão batido que judia bastante do amortecedor do carro), ou via marítima, com lanchas rápidas ou barcos.

                COMO CHEGAR EM BARRA GRANDE?

Os dois aeroportos mais próximos de Barra Grande são Ilhéus e Salvador, então tudo vai depender de onde será seu desembarque. No nosso caso, apesar de ser mais longe, optamos pelo aeroporto de Salvador, porque a diferença de tarifa na passagem compensava.

Como nosso vôo chegou no final da tarde, passamos a primeira noite em Salvador mesmo. Escolhemos um hotel frente mar na praia da Barra, que ficava mais próxima do Terminal São Joaquim (do Ferry Boat).

Para ir do aeroporto ao hotel em Salvador, usamos o transfer da First Class Bus, um ônibus executivo que passa pelos principais hotéis da orla. O tempo de viagem varia bastante, de acordo a quantidade de paradas que ele vai fazendo ao longo do caminho, mas foi algo em torno de 1h do aeroporto até a Praia da Barra. Apesar de ser mais demorado do que um táxi, compensa muito financeiramente, especialmente se estiver sozinho, ou só um casal, já que a passagem custa R$ 25,00 por pessoa. Um táxi até o mesmo ponto custa aproximadamente R$ 100,00.

No dia seguinte, levantamos bem cedo e partimos para o Terminal São Joaquim, para pegar o Ferry Boat até Itaparica. Fizemos este trecho de táxi mesmo e custou R$ 30,00 (aproximadamente).

Se sua viagem for durante a baixa temporada, a compra dos ingressos e travessia do ferry é bem tranquila. Os ferrys saem a cada hora, e a travessia dura por volta de 50 minutos. Chegamos com 15 minutos de antecedência e deu tempo de adquirir o ingresso e aguardar o ferry com bastante calma e sem filas. Conversei com os locais sobre a travessia na alta temporada, e fui informada que neste período os ingressos são mais concorridos, portanto é interessante chegar mais cedo, já que não é possível comprar o ingresso antecipado pela internet para quem está a pé. A tarifa do ferry boat é de R$ 5,00 por pessoa (R$ 6,30 durante os finais de semana).

Ferry Boat – parte fechada

Chegando ao terminal Bom Despacho, em Itaparica, basta que desembarque do ferry e siga o fluxo das pessoas.

Há 500 metros (aproximadamente) da saída, você encontrará os guichês dos ônibus intermunicipais. Compre sua passagem no primeiro ônibus que estiver de saída para Camamu. Os ônibus também saem a cada hora, e quanto chegar ao guichê, provavelmente já terá um ônibus aguardando para sair. Mas não precisa se desesperar para comprar com pressa a sua passagem, pois as empresas de ônibus já trabalham em conjunto com o Ferry, e aguardam a chegada deles antes de sair.

Utilizamos o transporte da empresa Cidade do Sol, que possui uma frota de ônibus convencionais, sem ar condicionado. O valor da passagem é de R$ 37,00 por pessoa. Antes de viajar, havia visto informações que os ônibus da empresa Águia Branca são melhores, mas infelizmente não consegui confirmar isto pessoalmente, pois em todos os meus deslocamentos os guichês da Água Branca estavam fechados.

A viagem de ônibus de Bom Despacho para Camamu dura por volta de 4 horas, pois os ônibus vão parando em cada município e em pontos de ônibus na beira da estrada, para embarque e desembarque de pessoas. Em Valença, que fica praticamente na metade do caminho, há uma parada um pouco mais longa para almoço (20 minutos). Não tem muita opção de alimentação na rodoviária, há apenas algumas poucas lanchonetes, bem simples, e uma delas oferta refeições (onde os motoristas almoçam).

Chegando em Camamu, o desembarque dos passageiros é feito bem próximo ao cais, na rua mesmo (não há rodoviária). Aqui é importante que você esteja bem atento, pois ninguém lhe informa que você está em Camamu. Eu só percebi que havíamos chegado, porque eu tinha baixado off-line o mapa da região no google maps, e estava acompanhando o nosso avanço pelo aplicativo, senão era capaz de termos ido parar pra outra cidade.

As desembarcar, você será abordado, de forma não muito agradável, por um grupo de meninos que trabalham ali carregando as malas dos turistas até o cais em troca de gorjeta. Não se assuste, nem se afobe. Eles já chegam perguntando quem vai pegar barco, e tirando suas malas do ônibus. O cais fica muito perto de onde é o desembarque, e as ruas são de paralelepípedo, então é bem tranquilo pra levar as malas até lá. Você pode, de forma educada, mas muito firme (porque eles são insistentes), dizer aos meninos que não tem interesse e ir sozinho para o cais, margeando a orla.

Há duas empresas que fazem o transporte de passageiros de barco de Camamu para Barra Grande: a Associação dos Barqueiros e a Camamu Adventure. Na ida utilizamos o serviço da associação. O ponto de espera para embarque é bem simples, e os atendentes não te dão muita informação. Também não há banheiros ou qualquer outra estrutura para os turistas. No retorno utilizamos o serviço da Camamu Adventure que é uma empresa privada e tem um serviço bem melhor. Os barcos, por sua vez, tem qualidade semelhante, então meu conselho é que procure o atendimento da empresa que tiver com barco saindo primeiro e, se as duas estiverem com horários iguais, usem os da Camamu Adventure.

A viagem de barco dura aproximadamente 20 minutos e custa R$ 30,00 por pessoa por trecho.

Chegando em Barra Grande, ao desembarcar, mais uma vez você será abordado pelo pessoal que trabalha carregando malas, porém aqui eles não trabalham por gorjeta, e sim por um valor fixo. Todas as ruas da vila são de areia fofa, então se você está de mala de rodinhas, talvez seja uma boa opção negociar um valor e contratar o serviço dos meninos. Nós estávamos de mochila, pois já fomos sabendo desta informação, então os dispensamos e seguimos pelo cais até o ponto de cobrança da taxa de turismo. Para entrar em Barra Grande é necessário pagar esta taxa de conservação ambiental de R$ 10,00 por pessoa.

Ufa, que maratona, né?! Mas vai por mim, vale muito à pena. Barra Grande é sensacional.

Como mencionei, é possível chegar lá por via terrestre, porém só vale a pena para quem vem de Salvador se estiver de carro próprio, pois a volta é grande (2 horas a mais de viagem) e segundo os relatos que eu vi, tanto na internet quando dos moradores, a estrada é horrível. Acredito que só valha a pena mesmo para quem vem do aeroporto de Ilhéus, pois a estrada fica no caminho.

ONDE SE HOSPEDAR EM BARRA GRANDE?

Alugamos um flat no Village Loca da Lagosta. Os apartamentos são ótimos, novinhos em folha, muito bem cuidados pela família do Sr. Francisco, que resolveu sair da correria de Salvador, para aproveitar a paz e tranquilidade de Barra Grande.

São 6 flats para locação, todos mobilhados e equipados, com um quarto de casal com ar condicionado, cozinha e sala americanos, e um banheiro. Comportam até 4 pessoas (sofá-cama na sala) e tem garagem (sem cobertura) para quem está motorizado. 

O Village fica a 10 minutos caminhando da Ponta do Mutá, 20 minutos da pracinha, e uma quadra de mercados, padaria, distribuidora de bebida e até um ou outro restaurante.

Dá um pouquinho de trabalho chegar até a pracinha para comer à noite, mas, considerando que a alimentação em Barra Grande é um tanto cara, acabamos optando por fazer refeições no apartamento em grande parte das noites, então a distância não foi um transtorno. Porém, para as pessoas que pretendem comer fora todos os dias, pode se tornar um tanto cansativo, portanto hospedar-se mais próximo a praça talvez seja mais prático.

O custo X benefício deste flat é inigualável. Fizemos a reserva pelo Booking.com e pagamos apenas R$ 90,00 por dia (baixa temporada).

Fomos muito bem atendidos e recebidos pela família, que não só nos deu todas as informações prévias à nossa viagem e várias dicas boas, como também foram nos buscar e levar no cais ao chegarmos e sairmos de Barra Grande.

Indico mesmo!

O QUE LEVAR PARA BARRA GRANDE?

Todas as ruas na vila são feitas de areia fofa, então procure viajar de mochilas para facilitar a sua vida. Além do kit praia básico (roupas leves, chinelo e protetor solar), se quiser economizar uma graninha, uma boa pedida é ter uma bolsa térmica para levar bebidas para a praia, já que na orla você vai encontrar muita sombra de árvore para passar o dia.

Também é importante levar dinheiro vivo. Em Barra Grande só tem Caixa Econômica, e ainda assim não é bem um caixa, e sim um representante do banco em uma salinha comercial localizada numa galeria, bem próxima ao píer. Eles abrem por volta de 9h da manhã e neste horário já tem uma fila enorme de pessoas aguardando para serem atendidas. O atendimento é lento demais e nem sempre há dinheiro em espécie suficiente disponível para que todos façam saques. Se você precisar sacar dinheiro ali, vai perder pelo menos meio dia de praia na fila, então se previna. É importante acrescentar que praticamente todos os estabelecimentos aceitam cartão, então dê preferência para ele sempre.

O QUE FAZER EM BARRA GRANDE?

Conhecer suas praias

Esta linda península é cheia de praias maravilhosas, bem distintas uma da outra. De um lado, que é voltado para o continente, o mar é calmo e o vento ameno. Do outro, voltado para o mar aberto, o vento é mais forte e há muitas ondas. Algumas delas são praticamente inexploradas pelo turismo, portanto um prato cheio para quem gosta de sossego.

O acesso à quase todas as praias é feito a pé por trilhas na vila, sempre cercadas para que os animais (gado e cavalos) não cheguem na praia, ou pela beira-mar.

Praia de Barra Grande

Esta é a praia principal da península, onde fica localizado o Cais, portanto o ponto de entrada da vila. O mar é calmo, a faixa de areia é extensa, e tem várias opções de bares e restaurantes com estrutura para turismo.

É também nesta praia onde se concentram a maior parte dos hotéis e pousadas, pois ali fica a pracinha, onde está o comércio, artesanato e restaurantes.

O pôr-do-sol é um espetáculo à parte.

Praia Ponta do Mutá

Vizinha de Barra Grande, a Ponta do Mutá é uma ponta da ilha, onde estão os mais badalados restaurantes beira mar. Ela marca a divisa entre as praias voltadas ao continente e oceano, e também conta com algumas pousadas.

A sua vista do pôr-do-sol é considerada a melhor da península!

É entre as praias Barra Grande e Ponta do Mutá que fica o famosíssimo Café de La Musique. As festas e luais são realizados somente na alta temporada e durante a baixa ele é aberto em algumas noites, mas sem grandes eventos.

Praia de Três Coqueiros

Praia lindíssima, de ondas e ventos fortes, cheia de recifes, o que dificulta o banho em quase toda a sua extensão.  Há apenas um ponto desta praia, localizado em frente ao Restaurante Moqueca (muito bem recomendado, aliás), onde é possível entrar no mar com tranquilidade.

Praia da Bombaça

Esta praia é mais frequentada por surfistas e não possui nenhuma estrutura de restaurantes e bares ou pousadas, o que deixa a praia com ar de selvagem. Passamos algumas horas nela e vimos pouquíssimas pessoas (todos moradores locais) andando por ali.

Praia Taipus de Fora

Esta é a mais famosa praia de Barra Grande, considerada uma das 10 mais bonitas do Brasil, composta por uma longa extensão de areia, margeada por coqueiros vistosos. Há uma barreira de corais localizada na beira mar que durante a maré baixa forma as piscinas naturais escolhidas pelo Guia Viagem Brasil como as melhores do país.

A vida marinha ali é muito rica e pode ser observada tanto da parte rasa das piscinas a olho nú ou com snorkel (disponíveis para locação na beira da praia), quanto da parte mais profunda, onde agências de turismo fazem mergulhos de cilindro. As piscinas chegam a 8 metros de profundidade em alguns locais.

Aqui não se pode pisar nos corais, nem levar aquele pãozinho para atrair os peixes para sua foto. Mas isto nem seria necessário mesmo, já que os peixes se aproximam de você sem medo.

A praia ainda conta com uma grande concentração de hotéis, pousadas, casas de veraneio e restaurantes, porém fica bem afastada da vila principal.

Quem está na vila de Barra Grande conta com duas opções para chegar em Taipus de Fora:

– as jardineiras que saem periodicamente do ponto localizado às margens da praça principal. Elas são carretinhas, puxadas por veículos 4×4, que fazem uma linha Barra Grande X Taipus de Fora por R$ 20,00 por pessoa, por trecho.

– alugar um quadriciclo: através das agências de passeios ou associação de quadriciclos. A locação é para o dia todo, e você pode aproveitar para conhecer outras regiões também, enquanto estiver com o veículo. É muito comum entre os turistas locar o quadriciclo, visitar Taipus de Fora bem cedo, enquanto a maré está baixa, e depois seguir para uma trilha para conhecer o Morro do Farol, a trilha das bromélias gigantes, a Lagoa Azul e a Lagoa (e a praia) do Cassange.

O valor da locação do quadriciclo é de R$ 100,00 em baixa temporada, porém durante a alta pode chegar a até R$ 300,00.

Fazer as trilhas de quadriciclo é divertido, e a vista do Morro do Farol é bem linda.  Na baixa temporada súper vale a pena alugar, pois R$ 100,00 é praticamente o que um casal vai gastar de jardineira (ida e volta). Mas, pessoalmente, eu não acho que valha a pena o valor de R$ 300,00 da alta temporada não.

De qualquer forma, você chegará até o Restaurante das Meninas, que fica localizado na beira-mar, ao final da rua onde está o ponto das jardineiras e onde é possível estacionar o quadriculo. O restaurante mesmo conta com um estacionamento privado, exclusivo para clientes.

É um ponto de apoio muito bom para quem vai ficar um pouco mais de tempo ali em Taipus e fica exatamente de frente com as piscinas naturais. Conta com espaço coberto com mesas e cadeiras, bem como espreguiçadeiras pé na areia. Tem ducha e banheiros, tudo muito bonito e bem arrumado.

Como o nosso objetivo era ver as piscinas e partir para outros atrativos, não chegamos a consumir alimentos ali para fazer qualquer avaliação sobre quantidade ou qualidade, mas achamos os preços bem parecidos com o visto no restante de Barra Grande.

Depois de aproveitar um bom tempo nas lindas piscinas, aconselho a todos que tirem uns minutos para caminhar nessa praia. Depois que você passa do restaurante das meninas e de uma mansão gigantesca, a praia fica praticamente deserta, e ali você passa a realmente entender porque ela está na lista das mais belas brasileiras.

Dali, seguimos de quadriculo para conhecer o Morro do Farol. Vou contar uma coisa para vocês: todo mundo lá fala que é moleza achar o caminho até chegar ao morro, mas não é bem assim não. O GPS não funciona, o mapinha que você compra lá não é muito preciso e as entradas são mal sinalizadas e a maioria são apenas trilhazinhas.

Depois de inúmeras voltas, finalmente achamos a entrada certa (que estava com a sinalização escondida atrás do mato) e subimos, de quadriculo mesmo, até o farol, onde a vista é deslumbrante.

Vista do Morro do Farol

Partimos para a Lagoa Azul, que não é tão azul assim rsrsrs onde você pode dar um mergulho para se refrescar. Ficamos ali por alguns minutinhos e já partimos numa trilha muito legal no meio da mata, para chegar na lagoa e Praia do Cassange.

Lagoa do Cassange

Para os mais aventureiros, dali é possível seguir até a praia de Algodões, um pouco mais distante.

Passeio Das 5 Ilhas

Este passeio pode ser contratado nas agências de turismo locais ou diretamente no cais com a associação dos barqueiros. Você poderá optar entre fazer só o passeio das ilhas, que é feito em uma embarcação maior, porém mais lenta; ou então incluir em seu passeio a cachoeira do Tremembé. Os passeios que vão até lá são feitos em lanchas rápidas, pois a cachoeira fica bem distante.

O valor (em baixa temporada) para o passeio das 5 ilhas é de R$ 50,00 por pessoa. Para incluir a cachoeira, o valor passa a R$ 120,00.

Optamos por fazer o passeio sem a cachoeira, mais por consideração aos barqueiros do que por falta de dinheiro ou vontade. Chegamos em Barra Grande numa semana extremamente fraca para o turismo e não tinham muitos outros visitantes para fazer o passeio conosco. Então eles nos “desencorajaram” de ir até a cachoeira, pois o custo deles seria bastante alto para transportar apenas 2 pessoas. Ninguém nos falou isso, é claro, mas foi perceptível. Como a nossa terra é repleta de cachoeiras, resolvemos ajudar o pessoal. Mesmo tendo optado pelo passeio sem a cachoeira, estávamos em apenas 6 pessoas no barco.

Encontramo-nos com a equipe da agência Carpe Diem, que nos vendeu o passeio, na sede da empresa, e o Marcel (um dos donos), nos levou até o cais onde embarcamos para nossa aventura.

Dali, partimos para a Ilha da Pedra Furada, que fica localizada a aproximadamente 30 minutos de Barra Grande. Ela ganhou este nome devido a uma rocha cavada pela erosão do vento, formando um buraco.

Desembarcamos em um grande banco de areia e seguimos por uma trilhazinha no mar mesmo, formada de areia, até chegar na ilha. Se você tem daqueles sapatinhos de andar na água ou um crocs, esta é uma boa hora de usá-los, pois tem bastante pedra nesse caminhozinho que machucam o pé se não tomar cuidado. Mas, como é raso, dá pra ficar de olho e desviar delas.

Esta é uma ilha particular, e para entrar paga-se o valor de R$ 5,00 por pessoa (não incluso no passeio). Além da famosa pedra, a ilha também conta com um restaurante (que estava fechado) e uma gruta com um nome um tanto quanto interessante, rsrsrs.

Ficamos nesta ilha por volta de 30 minutos e voltamos ao barco.

Dali o barco segue viagem e passando ao lado da Ilha Grande, a maior e mais povoada da Bahia de Camamu. Nesta ilha não há parada.

A próxima ilha do roteiro é a Ilha do Campinho, onde há um encontro de um rio com o mar. A praia é praticamente deserta, sem estrutura para turistas. Desembarcamos ali e caminhamos pela beira mar até o ponto do encontro com o rio para banho.  A água é bem gelada, mas o visual compensa.

Ficamos ali por volta de 1 hora.

Passamos rapidamente pela Ilha do Sapinho, onde o pessoal do restaurante que usaríamos mais tarde como ponto do apoio, veio nos encontrar no píer para fazermos nossos pedidos de refeição para almoço.

Após os pedidos feitos, seguimos para a Ilha do Goió, uma pequena ilha com uma praia deserta de areia branquinha e com um visual deslumbrante.

Tomamos uma água de coco e comemos uma casquinha de siri no Bar e Restaurante Boca da Lagosta. Depois ficamos por ali apreciando a paisagem e brincando no balanço do bar.

Após, aproximadamente, 40 minutos, os barqueiros nos chamaram para voltarmos à Ilha do Sapinho.

Ficamos no restaurante Caminho do Sol, com comida farta, preços justos e muita sombra para relaxar.

Dali o barco retorna para Barra Grande com tempo suficiente para que você se acomode na beira mar para assistir ao espetáculo do pôr-do-sol.

Centrinho

À noite, o movimento da cidade se concentra na pracinha que fica no centro, na Praia de Barra Grande. Lá está a maior parte das lojinhas e restaurantes, e também tem uma feira de artesanato. Tem um palco no centro da praça onde vez ou outra rola música ao vivo.

ONDE COMER EM BARRA GRANDE?

Raiz do Mutá         

É um hotel localizado na Ponta do Mutá, que tem seu restaurante beira-mar aberto ao público. O restaurante é bem rústico, todo em madeira, com cadeiras e espreguiçadeiras próximas ao mar, embaixo de uma sombra perfeita de uma árvore enorme. Também tem uma área coberta, onde há mesas e cadeiras para quem preferir.

Os preços são um tanto salgados, mas os pratos são diferenciados. Nós almoçamos uma chapa de frutos do mar com legumes que era simplesmente divina. Sem pestanejar, posso dizer que foi uma das melhores refeições que já fiz na praia. Além disto, o atendimento foi excelente.

Meu conselho? Fique para ver o pôr do sol, o visual é incomparável.

Restaurante da Ivete

Esta é uma daquelas “estrelinha de súper indicação” do blog. Acredito que o Restaurante da Ivete seja um dos mais simples de Barra Grande, e fica localizado um pouco mais distante do centrinho, mais próximo do Loca da Lagosta onde estávamos hospedados, na Estrada Barra Grande.

São servidos pratos feitos e lanches, por um precinho muito convidativo. Não tinha cardápio para fotografar, mas se não me engano pagamos uns R$ 15,00 por refeição. Foi a melhor moqueca que já comi na vida!

Didi Burguer

É uma sanduicheria e pastelaria muito bacana, localizada na pracinha. A decoração é ótima, e o atendimento muito rápido. Os lanches são grandes e muito gostosos e os preços bem acessíveis. Gostamos muito!

Clube do mestre

Restaurante lindo beira-mar, localizado na Praia Barra Grande. Não chegamos a consumir alimentos lá, mas a caipirinha é fantástica e só perde mesmo para o visual no pôr-do-sol que é inesquecível.

Marengo

Localizado em uma galeria no centrinho, serve refeições, rodízios de pizza, caldos etc. Só paramos lá um pouco durante nosso passeio para descansar e tomar uma caipirinha no jeito.

Beleleu

Este restaurante é bem simples e fica localizado na baira-mar, na praia de Barra Grande. A comida é bem caseira e gostosa, porém, justamente por ser um cardápio tão simples, achei os preços bem salgados. Além disto, a comida demorou uma vida para ficar pronta, e olha que éramos os únicos clientes lá.

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