Contato no Instagram: @casalviajandoporconta

COSTA DO DENDÊ – PARTE II


Para quem está chegando agora, este post faz parte de uma série de 3, dedicados às principais praias da Costa do Dendê, no sul da Bahia. O primeiro, sobre Barra Grande, está disponível no link
http://www.viajandoporconta.com.br/costa-do-dende-parte-i/(abrir em uma nova aba)

Neste segundo post, vou contar um pouquinho da nossa experiência em Morro de São Paulo.

MORRO DE SÃO PAULO

Morro de São Paulo fica localizado na ilha de Tinharé e faz parte do município de Cairu / BA. É, sem dúvidas, um dos destinos mais badalados do Nordeste Brasileiro, cheio de pousadas charmosas, barzinhos e baladas famosas.

Como o nome sugere, o destino fica localizado em um morro enorme, então se você decidiu visita-lo, vá preparado para subir e descer ladeiras.

COMO CHEGAR EM MORRO DE SÃO PAULO?

Saindo de Salvador, há três formas de chegar em Morro de São Paulo:

– De avião: para quem tem disponibilidade financeira, certamente esta é a forma mais rápida e cômoda de chegar em Morro. A cia de táxi aéreo que opera este trecho chama-se Aerostar e a passagem custa R$ 478,00 por pessoa, por trecho. O vôo dura, aproximadamente, 25 minutos.

– De Catamarã: para os menos abastados, esta é a forma mais rápida de chegar à ilha. Os catamarãs saem do Terminal Marítimo de Salvador, localizado em frente o Mercado Modelo, e a viagem leva em torno de 2h30. O valor é de R$ 97,00 por pessoa. Os horários dos catamarãs podem ser consultados neste link: http://www.morrodesaopaulocatamara.com

– Semi-terrestre: Vimos em diversos blogs de viagens que a travessia de catamarã pode se tornar muito desconfortável para quem sofre com enjoos e alto mar, então se o seu estômago não é muito fã de ondas, esta é a opção ideal. A viagem pode ser feita com agências de viagens especializadas, que cobram R$ 95,00 por pessoa e organizam o roteiro fazendo a parte terrestre com vans, ou ainda por conta própria.

Obviamente escolhemos ir por conta própria, afinal de contas este é o objetivo do blog, né não?

O importante é sempre começar esta aventura o mais cedo possível para não correr o risco de chegar em Valença depois das 17h, que é o horário do último barco para Morro.

O processo é muito parecido com o que expliquei para chegar em Barra Grande. O primeiro passo é ir até o Terminal São Joaquim para pegar o Ferry Boat até Itaparica (dá uma olhada no link do post de Barra Brande lá em cima, para maiores informações sobre este trecho).

Chegando em Bom Despacho, dirija-se até o terminal rodoviário para adquirir sua passagem para Valença, que custa por volta de R$ 20,00 por pessoa. As empresas de ônibus coordenam seus horários de saída de acordo com as chegadas dos Ferrys, então não tem necessidade de adquirir ingresso antecipado pela internet, já que as saídas pra Valença são constantes.  A viagem leva cerca de 2 horas.

Reza a lenda que se você pedir, o motorista do ônibus para em um local em Valença que fica a 5 minutos de caminhada do cais, onde você pegará a lancha para Morro. Mas como eu não conhecia nada lá, e a sinalização é precária, achei mais seguro parar na rodoviária mesmo. Até cheguei a perguntar na rodoviária se dava pra ir a pé até o cais, e me disseram que sim, porém, quando fui pesquisar pelo google maps, achei que estávamos muuuuito longe pra ir arrasando mala no calor sufocante de Valença, então decidimos ir de táxi mesmo. Ufa, ainda bem, porque realmente era longe pra caramba! O táxi custou R$ 20,00.

Chegando no terminal das lanchas, dirijam-se ao guichê e adquiram suas passagens para a primeira lancha que estiver de saída para Morro. É possível comprar estas passagens de forma antecipada pela internet, ou ainda pedir a sua pousada que faça isto para você. Porém se fizer isto, lembre-se de coordenar bem os horários dos transfers anteriores para não perder sua passagem. Teoricamente, há lanchas rápidas saindo de Valença para Morro a cada 30 minutos, portanto, a não ser que seja altíssima temporada, acho bem desnecessário comprar antecipado.

A travessia leva cerca de 30 minutos e custa R$ 25,00 por pessoa, por trecho. Eu, particularmente, já nem considerei esta parte como transfer, e sim como passeio, pois a paisagem é lindíssima.

Ao desembarcar da lancha você será abordado pelos carregadores que oferecem seus serviços para levar suas malas até as pousadas com carrinho de mão (serviço que eles chamam de uber rsrsrsrs). Aqui eu sugiro que você avalie bem se vai usar o serviço dos meninos ou não. Nós optamos por levar nossa bagagem por conta própria, já que o local onde nos hospedamos fica mais próximo ao Cais. Em qualquer lugar que você vá ficar hospedado, é possível andar com as malas de rodinha, o que facilita bastante a vida. Mas se você tem muita bagagem ou tem alguma dificuldade de locomoção, talvez seja interessante contratar o serviço deles.

Logo de cara, você vai precisar subir uma baita ribanceira e confesso que cheguei no final dela com as pernas bambas hehehe. Se você vai se hospedar na segunda ou terceira praia, vai precisar dar uma volta grande até chegar no seu hotel, mas não é uma caminhada tão cansativa também, então tudo depende de sua disposição. Uma grande vantagem do serviço deles, para quem está chegando pela primeira vez em Morro, é que os meninos conhecem aquilo como a palma da mão deles, então achar sua pousada vai ser tarefa fácil para eles.

ONDE SE HOSPEDAR EM MORRO DE SÃO PAULO?

Utilizando novamente o booking.com, alugamos um apartamento chamado Casinhas do Morro. Foi, simplesmente, o imóvel mais lindo que já alugamos em todas as nossas viagens. Tão lindo que parecia um hotel 4 estrelas. Tinha banheiro, com um chuveiro sensacional, quarto com ar condicionado e cama de casal, conjugado com uma mini sala com um sofá cama para 2 pessoas, e cozinha completa. Tudo era novinho, o apartamento estava limpíssimo e cheiroso, as toalhas e roupas de cama eram branquinhos e confortáveis. Em fim, um sucesso!

Além disto, a localização, para mim, foi absolutamente perfeita, bem no centrinho de Morro, próximo ao mercadinho, lojas, farmácia, restaurantes, porto, bares, tudo. Tínhamos que caminhar um pouquinho para chegar até as praias, mas nem nos importamos com isso, pois aproveitávamos este tempo para observar as lojas e as pessoas andando pro ali.

O que mais gostamos da localização foi o silêncio, pois estávamos ao lado da rua onde a circulação de pessoas é enorme, cercados de restaurantes com música ao vivo todas as noites, mas não ouvíamos nada do nosso apartamento.

Fomos muito bem atendidos, tanto pelo dono do local, o Eduardo, que nos deu muitas informações antes de nossa viagem começar, e nos mandou um vídeo incrível explicando como chegar nas casinhas, quanto pela Carol, funcionária dele, que nos recebeu e ainda nos deixou de cortesia uma caixa de bis em cima da cama.

O valor foi bem condizente com a qualidade do apartamento, considerando que a hospedagem em Morro de São Paulo não é das mais baratas. Pagamos R$ 163,00 por dia.

É importante mencionar que este preço estava vigente na baixa temporada. Se você pensa em ir durante a alta, prepare o bolsinho porque nas Casinhas do Morro ou em qualquer outro lugar em Morro de São Paulo, a hospedagem vai levar uma boa parcela da sua grana.

Se você vai procurar outro lugar para ficar, sugiro que se hospede no centro ou então na primeira ou segunda praia.

O QUE LEVAR PARA MORRO DE SÃO PAULO?

Além do kit praia básico (roupas leves, chinelos e protetor solar), sugiro que leve uma bolsa térmica para colocar sua bebida. É uma prática bem comum lá. Você pode alugar cadeiras e guarda sol na beira mar e consumir a sua própria bebidinha, tranquilamente. 

Também acho legal levar uma roupinha mais ajeitadinha, já que Morro é famosa por suas baladas. Mas não precisa exagerar no figurino viu?!

O QUE FAZER EM MORRO DE SÃO PAULO?

Conhecer suas praias

Morro de São Paulo é formada por cinco praias: primeira, segunda, terceira, quarta e Praia do Encanto. São todas em sequência uma da outra e, com exceção da praia do Encanto, todas ficam a uma distância bem tranquila para chegar a pé.

Primeira Praia

É a praia mais central, com uma faixa de areia bem pequena que é tomada pelo mar quando a maré sobe. É onde fica localizada a famosa tirolesa de Morro, o que dá uma atrapalhada no visual, já que tem um cabo de aço gigante cortando a praia toda.

Segunda Praia

A mais bonita e mais frequentada praia de Morro, onde ficam localizados inúmeros barzinhos que oferecem música ao vivo (alguns durante o dia, outros à noite). Aqui a faixa de areia é bem maior, e não há pedras no fundo do mar, o que permite que você se banhe sem riscos.

Além das estruturas dos bares, você também encontrará guarda-sóis e cadeiras para locação. Aliás, espaço vago nessa praia é raridade… quando não tem cadeiras, tem gente jogando futevôlei. 

Terceira Praia

Apesar de repleta de hotéis e pousadas, é uma praia mais tranquila. O único período com mais movimento é a manhã, pois dali saem os passeios de barco, mas depois que as embarcações tomam seus rumos, a praia fica mais vazia. Tem uma faixa de areia mais estreita e quando a maré sobe a água toma conta de tudo.

Quarta Praia

É na quarta praia que estão localizadas as piscinas naturais de Morro e em algumas delas é possível observar uma grande quantidade de peixes, sem a necessidade de usar snorkel. Há um morador local ali que vende, por R$ 5,00, um potinho de ração para peixe, o que facilita bastante pra você conseguir aquela foto linda!

Esta praia fica um pouco mais afastada do centro, então é necessária uma certa disposição para chegar até ela. Apesar disto, é um excelente local para passar o dia, especialmente com crianças já que as piscinas naturais deixam a água rasa, quentinha e sem onda nenhuma.

A estrutura disponível para o turista é bem menor. Tem duas barraquinhas de drinks, onde também é possível alugar guarda-sol e cadeiras, e apenas um grande restaurante.

Praia do Encanto

Também conhecida como Quinta Praia, fica bem mais afastada do centro (6 km de distância), portanto para chegar até lá o ideal é utilizar as charretes ou alugar bicicletas na quarta-praia.  Não chegamos a ir até lá, mas o local tem hotéis com restaurantes e é uma excelente pedida para aqueles que querem se afastar totalmente do burburinho de Morro.

Tour Histórico

Além de suas belezas naturais, Morro também tem muita história para contar. Foi descoberta em 1531, e já foi visitada até por Dom Pedro! Tire algumas horinhas do seu dia para conhecer a Fonte Grande, construída em 1746 por André de Melo de Castro, Vice-Rei do Brasil; a Igreja de Nossa Senhora da Luz, um dos cartões postais de Morro; o Forte que fica logo na entrada da vila; e o Farol que fica lá no topo do morro, depois de uma escadaria de 120 degraus.

Aproveite que já está lá em cima e dê um pulinho no mirante da tirolesa, que fica há alguns metros do farol. A vista é deslumbrante!

Quando estivemos lá, tanto o Forte quanto o Farol estavam passando por uma reforma, então infelizmente não pudemos vê-los de perto. Uma pena… mas se é para melhorar, então tudo bem né!

Tirolesa

Para aqueles que curtem fortes emoções, a tirolesa é excelente. Com 320 metros de altura, ela atravessa toda a primeira praia, e oferece visual único das praias de Morro. A descida custa R$ 40,00 por pessoa.

Mesmo que você não esteja disposto a se jogar nessa aventura, só a subida até o mirante da tirolesa já vale muito a pena. Além de ver o farol no caminho, a vista é espetacular e rende fotos lindíssimas.

                PASSEIO VOLTA A ILHA DE THINHARÉ

Este é um dos passeios mais famosos de Morro. Custa R$ 100,00 por pessoa e dura o dia inteirinho! Como passa por piscinas naturais, a ordem dos pontos visitados muda de acordo com a maré. Começa na terceira praia, onde o pessoal da agência te embarca em uma lancha rápida. Nós utilizamos o serviço da empresa Opaio Turismo.

A lancha sai em alto mar, em direção às piscinas naturais de Guarapuá, onde é feita uma parada de aproximadamente 50 minutos. No dia que fomos, apesar da maré estar perfeita, não conseguimos ver muita vida marinha neste local, infelizmente.

Dali, partimos para as piscinas naturais de Moreré. O lugar é lindíssimo, com águas cristalinas e cheias de peixinhos. Tem um bar lá no meio da piscina, onde você pode comprar bebidas e apoiá-las em pequenas mesas flutuantes. Era para ser um local de contato com a natureza, mas tem mais um quê de balada do que qualquer outra coisa. Bastante agito e som alto, bem diferente do que costumo ver em outras piscinas naturais do nordeste. Mas nada que elimine o charme do lugar.

A próxima parada é em terra firme, na praia da Cueira, localizada na Ilha de Boipeba. É lá que fica o famosérrimo restaurante do Guido.

O Guido é um pescador local que começou seu restaurante de forma modesta, cozinhando as lagostas fresquinhas que ele mesmo pescava em um fogão a lenha e uns tachos à sombra de uma árvore, na beira da praia. Com o tempo o restaurante ele foi crescendo e ganhando fama, e tornou-se uma atração turística da Ilha. Experimentamos o seu prato mais famoso, a lagosta na manteiga e estava realmente deliciosa.

Os preços do Guido, se comparados com os demais restaurantes em Moro ou em Boipeba, são um pouco mais salgados, maaas para quem tá acostumado a ver a lagosta custar uma fortuna em outros lugares no nordeste, vai achar os preços dele bem razoáveis.

Depois do almoço, você terá duas opções de passeio: seguir com a lancha até a praia da Boca da Barra, para uma parada de 1 hora aproximadamente para curtir a praia, ou seguir em um passeio a pé pela vila de Boipeba, com um guia local. O passeio a pé custa R$ 10,00 por pessoa e é claro que nós optamos por fazê-lo.

Saímos com um grande grupo, caminhando pela Fazenda Cueira, que pertence ao italiano Fábio Perini, um empresário que esteve na região há muitos anos atrás e gostou tanto de lá que comprou 35% da Ilha de Tinharé e 80% da Ilha de Boipeba (será que é rico?!!!). Segundo o guia, grande parte da área pertencente ao italiano permanece intocada e conservada.

Durante a trilha, que passa por dentro da fazenda e termina na vila de Boipeba, foi possível observar diversas plantas nativas da região, e a que nos chamou mais a atenção foi, é claro, o dendê.

Ao sair da fazenda, nossa primeira parada na vila foi no Museu dos Ossos, administrado pelo Sr. Cabeludo, um morador local que construiu o museu à mais de 40 anos. De lá para cá, já passou por algumas reformas e hoje tem uma coleção admirável de ossos de inúmeros animais marinhos, como baleias, golfinhos, tartarugas, etc. O passeio é gratuito, porém a colaboração com uma caixinha é sempre bem vinda para a manutenção do museu.

De lá seguimos pelas ruelas da pacata vila de Boipeba, até chegarmos na praia da Boca da Barra, onde a lancha nos aguardava. Saímos de Boipeba em direção à Cairu, seguindo de lancha pelo Rio do Inferno.

No caminho, paramos na comunidade de Canavieira, onde há criadouros de ostras de água doce. A lancha para em bares flutuantes no meio do rio, e as ostras são retiradas da água na hora e servidas frequinhas, por um valor baixíssimo (apenas 15 reais). Esta parada é mais rápida, durando cerca de 30 minutos.

Cairu é o único município da Ilha de Tinharé, e também é recheado de história para contar. Ao desembarcar da lancha, paga-se uma taxa de turismo ao município no valor de R$ 3,00 por pessoa (não incluso no passeio). Seguimos em caminhada pelas ruas da cidade, ouvindo a explicação do guia que nos contou um pouquinho sobre a história das casas antigas, até chegarmos no ponto focal da parada, que é o Convento e Igreja de Santo Antônio,  que tem todo seu acervo tombado como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN.

O Convento foi construído por padres franciscanos, e data de 1654. A  sua fachada é considerada a primeira manifestação da arquitetura barroca no Brasil. Apesar de ter sido reformada no século XIX, tendo parte de sua arquitetura original perdida, o seu interior continua praticamente todo preservado.

Depois da visita ao convento, voltamos ao cais, reembarcamos na lancha, e seguimos de volta para Morro de São Paulo, seguindo um trajeto lindíssimo acompanhados de um maravilhoso pôr-do-sol.

Importante!!!

  • Você vai ficar exposto ao sol durante praticamente o passeio todo, então abuse do protetor, e vista uma roupa que te proteja do sol, com manga. Se tiver aquelas blusas com proteção solar, melhor ainda!
  • As ondas em alto mar são bem violentas, então a lancha balança bastante e bate com força na água. Procurem ficar na parte de trás da lancha para não sofrerem tanto com o impacto, que machuca bastante a coluna, especialmente idosos, crianças e gestantes.
  • Este passeio também é usado como um transfer de Morro de São Paulo para Boipeba, para quem vai passar uns dias por lá. Se este é o seu caso, combine com a agência de viagens, para que possa levar a sua mala junto no passeio, e já ficar em Boca da Barra no final do passeio.
  • Para entrar no convento em Cairu, trajes apropriados são obrigatórios, afinal de contas, trata-se de uma igreja. Não são permitidos trajes de banho.

Gamboa

Gamboa é outra praia maravilhosa localizada na Ilha de Tinharé. Para chegar nela, basta ir até o píer de Morro e embarcar no primeiro barquinho que estiver partindo pra lá. Os barqueiros ficam por ali, indo e vindo entre Morro e Gamboa, levando turistas por meros R$ 5,00 por pessoa. A travessia leva em torno de 15 minutos.

Chegando lá, você encontrará vários restaurantes beira mar com boa estrutura para passar o dia. Nós escolhemos o Restaurante Praia Linda, que tem preços bem convidativos e um excelente atendimento. Particularmente, recomendo a porção de camarão à milanesa, que é deliciosa.

Você pode passar o dia relaxando na praia, ou pode caminhar até a Praia da Argila onde há um grande paredão de argila colorida medicinal.

Independente do que você decida fazer, de forma alguma, MESMO, vá embora de Gamboa antes do pôr-do-sol. Dá uma olhada nas fotos abaixo e me diz se eu preciso te convencer!

Pôr-do Sol e Happy Hour na Toca do Morcego

Como as praias de Morro de São Paulo ficam aos pés do morro, de nenhuma delas você terá uma visão frontal do pôr-do-sol. Por isto, ao final da tarde, os turistas se acumulam nos barzinhos mais altos que servem de camarote para este espetáculo. Os mais famosos são o Portaló e a Toca do Morcego.  Como a Toca é o mais badalado dos dois, fomos até lá conferir (durante a baixa temporada é bom verificar antes os dias de funcionamento).

O restaurante fica no meio do caminho para o Farol, na metade da escadaria e a entrada custa R$ 15,00 por pessoa, dando direito ao uso das cadeiras, mesas e banheiros, bem como a permanecer à noite nos dias de banda ao vivo. Os preços de comidas e bebidas são bem salgados, mas o visual realmente compensa tudo. Dá uma olhada:

Depois que o sol se põe, em noites de música ao vivo, a toca se transforma em uma balada ao ar livre.

Curtir a Noite

Morro é muito frequentado por jovens (das mais diversas idades), e por isto carrega sempre um ar de festa. A sua vida noturna é bastante agitada, seja em suas famosas baladas (Toca do Morcego e Pulsar Disco), ou nos bares beira mar da segunda praia. Aliás, é na segunda praia também que você vai encontrar as famosas barraquinhas de drinks, cheias de opções feitas com as mais exóticas frutas. Eu aproveitei uma caipirinha no cacau, e estava fantástica!!!!

ONDE COMER EM MORRO

Opção de restaurantes é o que não falta nesse destino. Em Morro você vai encontrar desde o restaurante mais simples, com pratos feitos vendidos por preços na faixa de 20 reais, até restaurantes refinados. Aqui vou listar alguns que tivemos a oportunidade de conhecer:

Alecrim Restaurante

Sou suspeita pra dizer, mas eu adoro um restaurante a quilo, com bom preço e muita variedade. O fato deste ficar localizado bem de frente pra porta das Casinhas do Morro, onde estávamos hospedados, foi só mais uma vantagem que vimos nele. Além do buffet, recheado de pratos típicos da Bahia e frutos do mar, custando R$ 49,00 / Kg, o restaurante também serve pratos a la carte por um valor bem camarada.

Mr. Detox

Esta sanduicheria serve hambúrgueres, tapiocas, crepes, açaí e ainda faz sucos Detox pra quem deu aquela jacada nas férias. Os lanches são ótimos, apesar de bastante apimentados.

Buda Beach

Este foi o barzinho beira mar que escolhemos para curtir uma de nossas noites em Morro. Tinha música ao vivo de excelente qualidade, e uma promo de caipirinha que foi providencial. O cardápio deles é muito interessante, porém não muito barato. Como já tínhamos feito uma comidinha em casa, pedimos apenas uma porção de peixe, que estava absolutamente fantástica, para ir beliscando.

Azurro bar e restaurante

Localizado na terceira praia, de frente para o mar, este restaurante enorme tem uma grande variedade de pratos a la carte por preços bem honestos. Comemos uma parmegiana fantástica que estava na promo por R$ 60,00 para 2 pessoas, acompanhada de uma salada caprichada.

Carpaccio e Pizza

Com um ambiente bem rústico e música ao vivo, esta pizzaria tem um cardápio bem extenso, com opções de pizzas para todos os gostos no sistema a la carte, além de um rodízio com 48 sabores.

Comentários

comentários


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.