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PARQUE NACIONAL DO SUPERAGUI


Você já ouviu falar do Parque Nacional do Superagui?

Um lugar mágico, localizado no litoral Paranaense, onde a natureza da Mata Atlântica se revela de forma abundante, e os botos podem ser avistados com frequência, a Ilha do Superagui ainda tem seu turismo pouco explorado, sendo um destino alternativo para quem ama praia e sossego, mesmo durante a alta temporada e feriados prolongados.

Declarada como Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade, pela UNESCO, a Ilha de Superagui faz parte do município de Guaraqueçaba, e tem pouco mais de 34 mil hectares de muita flora, fauna, e até praias desertas.

A única área habitada da ilha é o povoado de Barra do Superagui, uma comunidade de pescadores artesanais, localizada fora dos limites do Parque Nacional, onde ficam os campings e pousadas, com estruturas bastante rústicas e simples.

Nós já visitamos a ilha três vezes (duas durante os réveillons de 2019 e 2020 e uma durante o carnaval de 2020), e certamente voltaremos muitas outras mais.

Continua por aqui, que vou te contar tudo sobre este paraíso.

O QUE LEVAR PARA SUPERAGUI?

A não ser que você esteja indo acampar, leve o mínimo possível. Chinelo, roupa leves e de banho, uma boa tolha, protetor solar, muito repelente e um moletom (afinal de contas estamos no sul). Dê preferência por mochilas, em detrimento às malas de rodinhas.

Tudo na ilha é pé na areia. Não há restaurantes chiques, não há baladas sofisticadas. Então deixe para trás seus badulaques, suas roupas estilosas, e leve muita disposição, mente aberta e, se conseguir, um guarda-sol. Cada vez que visito a ilha levo menos coisas e, mesmo assim, sempre volto com algo que não utilizei na bagagem.

Leve também um tanto de dinheiro em espécie, pois apesar de ter sinal de internet por lá, nem sempre funciona tão bem, o que dificulta o uso dos cartões (não existem bancos ou caixas eletrônicos na ilha).

Outro item importante, especialmente se você vai levar crianças, é aquele kit farmacinha que todo mundo tem em casa, com alguns remedinhos básicos, pois não há farmácias na ilha.

QUAL A MELHOR ÉPOCA PARA VISITAR SUPERAGUI?

Certamente durante o verão, pois a água do mar no sul é mais gelada, e os invernos são rigorosos. Porém em Janeiro acontecem as “chuvas de verão”, que são chuvas recorrentes, com curto tempo de duração.

Nas duas primeiras vezes que estivemos em Superagui, tivemos bastante sorte com o tempo, que permaneceu ensolarado praticamente diariamente. Porém a última vez que fomos (no carnaval) choveu bastante, e esfriou. Portanto, novamente, independente da época leve um moletom, porque se chover a temperatura provavelmente vai cair.

COMO CHEGAR EM SUPERAGUI?

O trajeto até a Ilha é feito de barco, partindo de Paranaguá ou de Guaraqueçaba. Como ainda não tivemos oportunidade de conhecer o trajeto por Guaraqueçaba, pois fica bem fora de mão para nós, vamos falar sobre o caminho por Paranaguá.

Para chegar em Paranaguá, partindo de Curitiba, você pode utilizar os ônibus intermunicipais, operados pela Viação Graciosa, ou carros.

Para quem vai de carro, ao chegar em Paranaguá procure os inúmeros estacionamentos próximos ao terminal de embarque dos barcos para a Ilha do Mel, Superagui e Guaraqueçaba. Eles trabalham por diária que custam, em média, R$ 30,00. Deixe seu veículo estacionado e siga, a pé ou de uber, para o terminal.

Para quem vai de ônibus, a rodoviária de Paranaguá fica há apenas 10 minutos, a pé, do terminal de embarque, seguindo pela beira-mar. Se estiver viajando próximo ou durante o feriado de ano novo, adquira sua passagem com antecedência através do site www.viacaograciosa.com.br, pois os ônibus ficam completamente lotados, e é praticamente impossível conseguir uma passagem na hora.

O terminal de embarque para a Ilha de Superagui fica logo atrás do terminal para a Ilha do Mel. Mas não tem nada, nenhuma plaquinha sequer, que o identifique. Como eu falei lá na introdução, o turismo em Superagui ainda é pouco explorado, o que significa que ainda há muito o que ser profissionalizado.

Não tivemos grandes dificuldades nas primeiras vezes que fomos para a Ilha para fazer a travessia. Não enfrentamos grandes filas, tão pouco houve escassez de barcos, mesmo sendo véspera de ano novo em ambas as vezes. Porém, na última vez que fomos, no feriado de carnaval, tivemos bastante dificuldade, pois por conta da chuva o mar estava bem revolto, e os barcos tiveram que usar uma rota alternativa muito mais extensa (e mais segura) para chegar a ilha. Como se isso não bastasse, o barco grande, que tem capacidade para mais pessoas, quebrou. Aí já viu né? Uma espera de quase 4 horas para conseguirmos embarcar.

Já aproveitando o gancho, vamos falar sobre os barcos: A travessia pode ser feita de lancha ou de voadeira, ao valor de R$ 50,00 por pessoa, ou ainda de barco, ao valor de R$ 40,00 por pessoa (valor atualizado em Fev/2020). O barco é a maior das embarcações, proporcionando uma travessia mais calma e segura, porém bem mais demorada, durando cerca de 2h30. A travessia de lancha ou voadeira é bem mais rápida, durando cerca de 1h. Eu aconselho o uso da voadeira, que é um pouco maior e mais confortável. Muitas delas têm proteção na frente para que os passageiros não se molhem muito. Utilizamos a lancha menor (para 8 pessoas) apenas uma vez, e nos arrependemos completamente. A viagem foi turbulenta, por conta das ondas em mar aberto, e nossa mala ficou completamente encharcada.

Apenas o barco grande tem horários fixos de saídas, que podem ser encontrados de forma atualizada no site da Prefeitura de Guaraqueçaba (https://www.guaraquecaba.pr.gov.br/?meio=618 ). As lanchas e voadeiras vão e vem conforme a demanda, aumentando o número de viagens em feriados e alta temporada.

Ao chegar em Superagui, seu desembarque será feito na beira-mar. Há um píer na Ilha que era usado antigamente (quando fomos a primeira vez ainda estava ativo), porém com o recuo do mar, as embarcações não conseguem mais acessá-lo. Este é mais um motivo para você levar pouca coisa, facilitando seu desembarque.

Mas se você vai acampar, ou exagerou na bagagem, não se preocupe! Todo mundo se ajuda na hora de retirar as bagagens dos barcos, e há um pessoal local que trabalha com charretes para levar e trazer as malas dos turistas. Como nunca usei esse serviço, não vou saber informar o valor.

Duas dicas Importantes:

Leve um saco estanque, ou mesmo um saco de lixo grande, que caiba sua bagagem inteira dentro, para evitar que ela se molhe, pois em grande parte das embarcações as malas ficam expostas às ondas do mar e ao tempo.

Faça a travessia usando chinelo de dedo e shorts (de preferência um que possa ser molhado), pois o desembarque é feito dentro do mar.

INFORMAÇÃO BÔNUS!!!

Em nossa primeira viagem para Superagui, fomos de carro partindo de nossa cidade, e aproveitamos a oportunidade para descer a Estrada da Graciosa, o que eu SUPER recomendo, se você tiver tempo e possibilidade.

https://www.flickr.com/photos/felipevieira/2271668527

A Estrada da Graciosa (PR-410) é uma rodovia sinuosa de 28,5 Km, que liga o município de Quatro Barras (região metropolitana de Curitiba) com Antonina e Morretes, atravessando a área mais preservada de Mata Atlântica no Brasil, pela Serra do Mar. Apesar de curtinho, é completamente impossível fazer este trajeto em menos de 2 horas, pois eu te garanto que você vai fazer inúmeras paradas ao longo do caminho para apreciar a vista, que é maravilhosa!

Minha sugestão é que você inicie esse trajeto cedo, por volta de 9h, e que ao final da rodovia, faça uma parada em Morretes, uma cidade bucólica, repleta de casarões antigos, e prove seu famosíssimo prato típico: o Barreado. Indico, sem dúvidas, o tradicional Restaurante Madalozo para quem vai saborear a iguaria pela primeira vez.

Nós chegamos em Paranaguá de tardezinha, passamos a noite por lá, e no outro dia pegamos o primeiro barco para Superagui. Foi lindo!

Outra forma fantástica de descer a serra do mar é de trem. Isso mesmo, trem!!! A Serra Verde Express opera passeios de trem de Curitiba à Morretes, por um valor bem acessível (R$ 26,00 na categoria turística). O passeio também pode ser realizado no sentido contrário, subindo a serra (Morretes – Curitiba), mas se você tiver oportunidade, faça a descida.

https://www.panrotas.com.br/

O passeio dura aproximadamente 4h, e é absolutamente deslumbrante.

Se você está planejando sua viagem para a alta temporada, ou para algum feriado prolongado, e gostou da alternativa do trem, reserve seu ingresso o quanto antes pelo site www.serraverdeexpress.com.br, pois este é um passeio concorrido.

De Morretes para Paranaguá é um pulinho, e você pode fazer o trajeto de ônibus lotação, ou de uber. Fizemos de uber e custou R$ 65,00.

ONDE SE HOSPEDAR EM SUPERAGUI?

Eu mencionei isto antes, mas a única parte da Ilha de Superagui que é habitada é o vilarejo de pescadores artesanais chamado Barra do Superagui. É nesta vila onde ficam as opções de hospedagem, sendo elas: pousadas, campings e casas de veraneio.

Há várias opções de pousada, todas bastante simples, como tudo na Ilha, ou seja, nada de luxo ou ar-condicionado rsrsrs.

Nos hospedamos por duas vezes seguidas na Pousada Sobre as Ondas, uma das melhores equipadas da ilha, contando, inclusive, com restaurante que é aberto ao público.

Os quartos são no estilo chalezinhos geminados, e todos contam com uma cama de casal e um beliche (em um único quarto), uma televisão (que sinceramente eu nunca liguei para conferir quais canais pegam), um frigobar e banheiro. Todos os quartos têm sua varandinha própria, com rede.

O valor das diárias em alta temporada e feriados é bem alto, considerando o padrão da pousada. A última vez que nos hospedamos lá, no réveillon, pagamos R$ 250,00 por dia para duas pessoas, incluindo café da manhã. O café é servido no restaurante da pousada, antes dele abrir ao público geral, e apesar de ser bem simples, é gostoso e suficiente.

A única coisa que realmente me desagrada na pousada é o serviço de limpeza do quarto, que precisa ser solicitado na recepção (que na verdade é o caixa do restaurante), e só é feita a cada 2 dias. Nós pedíamos diariamente a vassoura da pousada emprestada para tirar a areia do quarto.

É também a Pousada Sobre as Ondas o único local da ilha que oferece ceia de réveillon, ao custo de R$ 150,00 por pessoa. Apesar de termos passado duas viradas de ano por lá, nunca participamos da ceia, que é opcional. A pousada faz queima de fogos, que pode ser vista por todos da beira da praia.

O contato para reserva pode ser feito via whatsapp com o Carioca, no telefone (41) 98524-9033.

OBS: nas duas vezes que estivemos nesta pousada, passamos quase um dia completo (em cada estadia) sem luz. Pelo que nos explicaram, cada parte da ilha é abastecida por um disjuntor, e o que atende a área desta pousada está sobrecarregado, o que causa quedas de energia em períodos de alta ocupação, pois é nessa área que ficam as maiores pousadas da ilha. A queda ocorreu apenas nesta áreas, deixando no escuro as pousadas Horizonte, Sobre as Ondas, Oceano e Centauro. Quando a luz acaba, até para tomar banho fica difícil, já que água vem de poço, e precisa ser bombeada. A Sobre as Ondas possui um gerador, mas eles concentram ele para o restaurante, para manter as comidas refrigeradas.

Mesmo com estes contratempos, para nós a estadia na pousada vale a pena, porque moramos muito longe para viajar com toda a “tralha” necessária para acampar. Mas grande parte dos turistas opta pelos campings, especialmente o pessoal que mora mais perto. Os campings são bem estruturados, com cozinhas e banheiros coletivos.

O mais concorrido da ilha é o Tropical, que além da cozinha coletiva, conta com um restaurante. A diária é de R$ 40,00 por pessoa, e o contato através do whatsapp é pelo número (41) 98439-4827.

Outra opção de hospedagem é o aluguel de casa, porém tivemos bastante dificuldade em conseguir o contato de pessoas que alugam casa por lá. Não há um site com estas informações, e os moradores locais com quem tentamos conversar sobre isso não foram de grande ajuda. Mas consegui o contato da Mari, que aluga uma casa fantástica, de frente pro mar, com 3 quartos, 2 banheiros, sala e cozinha equipada. Ficamos hospedados lá durante o feriado de Carnaval, com alguns amigos, pagando a diária de R$ 500,00 (para até 10 pessoas). O telefone dela é (41) 99889-3585.

Aqui vão fotos e contatos de outras pousadas e campings:

Camping Caiçara – (41) 98438-2427

Camping Aventura – (41) 99181-8053

Pousada Costa Azul – http://www.pousadacostazul.com.br/

Pousada e Camping da Carla – (41) 98491-5444

ONDE COMER EM SUPERAGUI?

Pousada Sobre as Ondas

No almoço trabalha com buffet livre, ao valor de R$ 35,00 por pessoa, e prato feito por R$ 30,00. A comida é uma delícia, especialmente o peixe frito (me dá água na boca só de lembrar). Além do buffet, também serve porções, lanches e pizzas ao longo do dia.

Prato Feito

Restaurante e Camping Tropical

Onde são servidas refeições em serviço de buffet no almoço, por R$ 25,00, e jantar, por R$ 30,00 por pessoa. A comida é uma delícia, com bastante opções, tendo como base alguns frutos do mar (camarão e peixe). Além do buffet, também serve porções ao longo do dia.

Pousada da Carla

Serve prato feito no almoço por R$ 20,00 e pastéis deliciosos por R$ 5,00 cada. Recomendo muito o pastel de siri, que é MARA!

Bistrô do Fred

Fica bem escondidinho logo na entrada da Trilha da Lagoa, pertinho da sede do ICMBio, e serve pratos feitos maravilhosos, ao valor de R$ 25,00.

Restaurante Crepúsculo

Serve pratos a la carte e porções.

Lanchonete Chauá

Serve lanches (média de R$ 8,00), porções (média de R$ 20,00 as de carbos e de R$ 50,00 as de proteínas), e pastéis (R$ 5,00).

Além dos restaurantes, na ilha você encontra algumas padarias (se não me engano são 3).

E vendinhas onde você poderá comprar itens para cozinhar (caso esteja numa casa ou em camping).

Novamente é importante sempre ter em mente que tudo lá é muito simples, então não espere encontrar um hambúrguer gourmet ou itens para alta culinária.

Dica “quem avisa, amigo é”: Se uma senhora passar por você com uma cesta oferecendo sonho, compre! O sonho custa R$ 5,00 e é divino!

Para quem consome bebida alcoólica, não deixe de provar a Cataia, também conhecida como Uísque Caiçara, uma bebida a base de aguardente misturada com as folhas da cataia, uma planta medicinal típica da região, rica em eugenol, que é uma substância anestésica.


https://www.guaraquecaba.com.br/o-uisque-caicara/

O QUE FAZER EM SUPERAGUI?

Barra de Superagui

A vila dos pescadores artesanais é o local mais frequentado pelos turistas, pois é onde estão as pousadas e restaurantes.

O mar é calmo, praticamente sem ondas, a areia é fofa e limpinha, e o clima é fantástico. Não me refiro aqui apenas ao clima de temperatura, e sim ao clima de atmosfera. A Ilha de Superagui é um local muito procurado por um público bastante alternativo, então espere encontrar mais violões do que caixinhas de som e muita harmonia.

Eu já mencionei que a natureza na ilha é abundante, e há três momentos especiais em que ela vai te deixar desnorteado, tamanha sua exuberância:

Ao amanhecer: acorde bem cedinho, ao subir do sol, vá até a beira-mar, sente, relaxe e aguarde. Logo você avistará os botos que vem até bem pertinho da areia para se alimentar. Eu não consegui fotografar nenhuma vez, mas vou deixar aqui uma foto retirada do site www.viajeparana.com para ilustrar. Avistar a fauna nativa assim, tão de pertinho, é uma experiência tão legal, que te garanto que o sorriso não vai deixar o seu rosto pelo resto do dia!

Ao entardecer: corra para a praia e admire um por-do-sol estonteante.

À noite: em especial nos dias de maré alta, caminhe na beira mar até um ponto mais afastado da vila, onde as luzes artificiais não te alcançarem mais (leve uma lanterna, ou o celular). Quando estiver bem escuro, ao ponto de você mal enxergar a ponta do seu nariz, deixe suas coisas na areia e entre no mar. Neste momento, meu querido leitor, você viverá uma das experiências mais incríveis da sua vida!!! Isso porque em Superagui há fitoplânctons, algas microscópicas com capacidade fotossintética (como o vaga-lume tem). Quando você entra na água e mexe nela, esses plânctons começam a brilhar, como se alguém tivesse despejado potes e potes de purpurina no mar. Este fenômeno é chamado de bioluminescência, e é encontrado em poucos lugares no mundo. Obviamente a câmera do meu celular jamais conseguiria captar isso, mas vai por mim, parece efeito especial do filme Avatar.

Passeios de bicicleta

Na Barra de Superagui você encontrará diversos lugares para alugar bicicletas, ao valor de R$ 50,00 a diária (ou R$ 25,00 meio período).

Lígia Leite e sua sobrinha.

Você pode usá-las na Barra mesmo, para passear à beira-mar, ou para fazer trilhas, e até para ir ao outro lado da ilha, na Praia Deserta (próximo item deste post). Uma delícia de passeio!

Praia Deserta

Com 38 Km de costa, essa praia perfeita ganhou este nome de forma literal. Não há, em toda a sua extensão, uma única casa, barraca, bar, pousada, ou seja lá o que for. Apenas mata nativa, areia branquina, e o marzão.

Para chegar lá, você pode seguir pela beira-mar mesmo, ou pela Trilha da Lagoa, que atravessa a ilha por dentro da mata.

A trilha, que tem cerca de 3 Km de extensão, inicia no posto do ICMBio, atravessando uma ponte sobre a lagoa (daí o nome da trilha), e depois segue direto para a praia deserta (não tem como errar o caminho).

Ela pode ser feita a pé ou de biciletas (que podem ser alugadas na Barra de Superagui). Nós já fizemos a trilha de ambas as formas, e apesar de ser mais cansativo, gostei mais de fazê-la a pé, apreciando a fauna com calma. Ela é repleta de bromélias lindas!

Dê preferência por fazer esse passeio bem cedinho, ou então após as 15h, para não sofrer com o sol forte, já que não há nenhuma sombra na praia para se esconder (se tiver um guarda-sol, leve-o junto). Levem consigo repelente, protetor solar, muita água, e talvez uma besteirinha para comer. Roupas com proteção UV também são uma excelente pedida.

Uma ideia legal para quem está de bicicleta é fazer o trajeto para a Praia Deserta pela trilha, e retornar para a Barra de Superagui pela beira-mar. É um caminho mais extenso, mas é lindíssimo, especialmente ao entardecer. Mas atenção, só recomendo isso se você for no final da tarde, para não se torrar no sol. Dá para fazer isso a pé? Dá… mas pela praia é bem mais longe, então se prepare para uma boa pernada!

Barbados e Cachoeira

Um passeio lindo pelas ilhas que ficam próximas de Superagui, feito pelos pescadores locais em seus barcos. Basta perguntar para o pessoal da sua pousada ou camping que eles vão te indicar algum barqueiro para te levar. O valor é de R$ 50,00 por pessoa, para o mínimo de 6 passageiros, ou então R$ 300,00 no total caso estejam em menos que 6 pessoas.

O início do passeio é na Barra de Superagui por volta de 15h, direto para a Ilha de Barbados, onde há uma comunidade de pescadores ainda menor do que a de Superagui.

Ali o barqueiro irá te levar até Restaurante do Seu Lopes, para um almoço inesquecível, com peixe, carangueijo e ostras, tudo feito no fogão a lenha. O almoço custa R$ 30,00 e não inclui bebidas.

Depois de se fartar com a culinária local, voltamos para o barco e seguimos até a Ilha do Sebuí, cujo grande atrativo é uma cachoeira de água gelada e cristalina, fantástica para um banho energizante num dia bem quente.

Por último o barqueiro passa pela Ilha do Pinheiro, cujas árvores servem de dormitório para o papagaio-da-cara-roxa, também conhecido como Chauá, uma ave lindíssima que, infelizmente, integra a lista de animais ameaçados de extinção. Ao final da tarde os casais de pássaros retornam para a ilha para se abrigarem, formando uma grande revoada e proporcionando um espetáculo para os turistas.

Passeio Bônus!!!

Se você tiver oportunidade, não deixe de visitar o Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR, localizado no Centro Histórico de Parnaguá (Rua XV de Novembro, 575). O museu foi instalado em um antigo colégio jesuíta, e conta com exposições didáticas e temporárias. Além de muito interessante, a arquitetura do lugar é fantástica e rende fotos maravilhosas! A entrada é franca, porém o museu aceita contribuições espontâneas.


Para mais dicas e informações sobre o Parque Nacional de Superagui, dá uma olhadinha nesse compilado de stories que fizemos durante as 3 viagens.

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