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PRUDENTÓPOLIS


Localizada no segundo planalto paranaense, na região de Ponta Grossa, há 200 Km da capital do estado, e conhecida como Terra das Cachoeiras Gigantes, Prudentópolis é um prato cheio para os amantes de natureza e aventuras.

Este pequeno município, com aproximadamente 30 mil habitantes, é lar da maior colônia Ucraniana do Brasil e de mais de 100 cachoeiras catalogadas, com algumas chegando a quase 200 metros de altura.

Quer conhecer um pouco mais desse paraíso natural? Então junte toda sua energia e disposição (porque você vai precisar delas) e vem com a gente!!!!

Estivemos lá entre 03 e 07/01/2021.

O QUE LEVAR PARA PRUDENTÓPOLIS?

Bota de trekking

Os passeios em Prudentópolis são, basicamente, trilhas na mata para chegar até uma cachoeira. É possível fazer tudo de tênis, porém eu fortemente sugiro o uso de uma bota apropriada para trekking, pois ela te dará maior estabilidade, já que possui um solado com garras que dão mais aderência ao solo. Se for impermeável, melhor ainda!

Repelente e protetor solar

Itens básicos de sobrevivência em trilhas na mata, que dispensam maiores explicações rsrsrsrs. E mesmo levando repelente, sugiro ainda ter em mãos uma pomadinha para picada de mosquitos.

Sapatilha

Várias das cachoeiras são apropriadas para banho, porém a passagem constante de água na rocha basáltica da região forma um limo bastante escorregadio na sua superfície. A sapatilha (ou até um crocs) proporciona uma segurança enorme, pois sua sola é antiderrapante, além de te proteger de pedras pontiagudas.

Camiseta com filtro UV

As camisetas com filtro UV proporcionam proteção solar e conforto térmico, e na versão de mangas compridas, ainda protegem seus braços das picadas de insetos.

Calça comprida

Gente, eu sei que é muito mais confortável usar shorts para atividade física, especialmente no verão, mas ao fazer trilhas em mata nunca podemos deixar de lado a segurança. Calças compridas protegem suas pernas de picadas de insetos, o que as tornam essenciais para esta atividade.

Toalha

Se você planeja tomar banho nas cachus, é importante ter consigo uma toalha, especialmente se você seguiu todas as dicas acima, porque ninguém merece vestir roupas compridas com o corpo molhado né?! Sugiro toalhas compactas de secagem rápida.

Mochila

De preferência impermeável, para carregar suas coisas durante a trilha.

Água e lanchinhos

Importantíssimos para todos os passeios. Obviamente você pode encontrar isso em Prudentópolis mesmo, mas vou colocar aqui na lista mesmo assim, apenas para lembrete. Sugiro como lanchinhos as frutas in natura, barrinhas de cereal, castanhas, amendoim, e bolachinhas destas que são empacotadas em porções pequenas.

QUAL A MELHOR ÉPOCA PARA VISITAR PRUDENTÓPOLIS?

Tá aí uma pergunta com resposta bastante relativa. Em minha opinião, visitar cachoeiras é sempre mais legal no verão, pela possibilidade de tomar um banhão no rio. Mas na região de Prudentópolis, as maiores precipitações de chuva acontecem justamente nos meses mais quentes do ano. Nós estivemos lá em Janeiro, e o tempo estava instável, com pancadas de chuva, principalmente de noite. Mas isso não impediu em nada que aproveitássemos todos os passeios e fizéssemos todas as trilhas.

Nos meses de maio a setembro, o tempo é mais seco, porém mais frio, especialmente nos meses do inverno, com temperatura média de 13º.

ONDE SE HOSPEDAR EM PRUDENTÓPOLIS?

Você pode optar por hospedar-se nos hotéis no centro da cidade, ou nas pousadas e campings na rota das cachoeiras, na área rural do município. Na primeira opção, você tem a vantagem de estar perto da área comercial da cidade, e por consequência, de restaurantes, bares, farmácias, mercados, etc. Já nas pousadas e campings da rota você fica bem mais próximo da natureza e das cachoeiras, porém fica mais dependente da estrutura onde está hospedado para alimentação.

Nós optamos pela rede hoteleira do centro da cidade, e ficamos no Hotel Mayná, que é excelente. Além de ter boa localização e ótima infraestrutura, ainda conta com um café da manhã delicioso, e uma equipe de funcionários absolutamente solicita e cordial. A simpatia já vem antes mesmo de você chegar ao hotel, através de um atendimento diferenciado por whatsapp, onde além de você poder fazer seu check in online, ainda recebe uma quantidade enorme de informações sobre os passeios da cidade. Todas as dúvidas prévias que tive sobre as trilhas foram esclarecidos também por este canal. Fiquei encantada!

Os quartos são bonitos, a cama é confortável com lençóis macios, o ar condicionado é silencioso, a limpeza é impecável, a ducha é maravilhosa. A única coisa que me incomodou um pouquinho no hotel foi que o banheiro do nosso quarto não tinha box, e sim uma cortina plástica. Mas o hotel estava passando por uma reforma em alguns andares, então quem sabe isso seja mudado em breve.

Normalmente eu posto algumas fotos do hotel aqui, mas dessa vez vou deixar aqui apenas o link para o site do Mayná, já que as fotos lá estão bem condizentes como que encontramos: https://hotelmayna.com.br/

VALE A PENA IR DE CARRO PARA PRUDENTÓPOLIS?

Com certeza vale!

As cachoeiras ficam todas afastadas do centro da cidade, na área rural, sendo a maioria na Rota das Cachoeiras. A distância do centro até as cachoeiras é considerável, e mesmo que você fique hospedado na área rural, as cachoeiras ficam distantes umas das outras. Então ter um veículo facilita muito a vida.

Uma parte desta rota é asfaltada, mas outra boa parte é de paralelepípedos, e alguns trechos de estrada de chão, sendo todos acessíveis para qualquer tipo de veículo.

Caso você chegue a Prudentópolis utilizando ônibus, é possível alugar carros (há 3 locadoras na cidade), ou utilizar o serviço das agências de turismo locais, que oferecem os passeios incluindo deslocamento e guia. Nós estávamos de carro, então não utilizamos o serviço de nenhuma delas, mas o hotel Mayná tem sua própria empresa de receptivo e oferece todos os passeios.

O QUE FAZER EM PRUDENTÓPOLIS

Inicio essa sessão explicando que ela será uma “área em desenvolvimento” por aqui, já que são muitas cachoeiras, e não tivemos tempo hábil para conhecer todas elas. Com certeza retornaremos, assim que possível, para conhecer as que ficaram fora do nosso roteiro. Então vou apenas lista-las no final da sessão, para futuras atualizações.

Monumento Salto São João

Esta cachoeira impressionante de 84m de altura fica localizada cerca de 22 Km do centro de Prudentópolis (sendo 7 asfaltados e o restante de paralelepípedo), seguindo pela Rota das Cachoeiras, dentro de uma área de preservação ambiental administrada pelo município, repleta de araucárias – árvore símbolo do Estado do Paraná.

Na chegada encontramos um Centro de Recepção de Visitantes, muito bem estruturado, onde fizemos nosso registro e iniciamos a nossa visita. Também é nessa área que são disponibilizados folhetos e mapas da cidade e seus atrativos, banheiros e água (para venda).

O passeio é dividido em duas trilhas contemplativas, sendo a primeira bem curtinha (100m apenas) e acessível para cadeirantes, com destino a um mirante onde ficamos de frente com o cânion e o salto.

Dali mesmo inicia a segunda trilha, que tem um pouco mais de 1 Km de extensão, muito bem estruturada, especialmente nas áreas onde há degraus. Ela é bem tranquila de fazer, sendo um pouquinho íngreme apenas no final, porém não demanda muito esforço físico.

Ao final dela, chegamos a um segundo mirante que fica em cima da queda, proporcionando uma vista incrível.

O passeio completo leva em torno de 1h30 e é gratuito. O parque é aberto para visitação de quartas as segundas das 9h às 16h.

OBS: durante este período de pandemia, como medida para evitar aglomerações, as visitas precisam ser agendadas com antecedência, através do e-mail infoturprudentopolis@gmail.com.

Salto Sete

Localizado há 16 km do centro (4 de asfalto e o restante de paralelepípedo e cascalho), na Rota das Cachoeiras, o Salto Sete tem seu acesso por dentro de uma propriedade particular, na Pousada Salto Sete.

Na entrada encontramos uma pequena recepção, onde fizemos nosso registro e pagamos o ingresso. Nela há também uma pequena vendinha com alguns lanchinhos rápidos industrializados (bolachinhas e afins) e bebidas não alcoólicas, e estrutura de banheiros.

Esta trilha também é dividia em duas etapas, ambas de chão batido, sendo a primeira de aproximadamente 500m, levando até um mirante de onde é possível ver de cima essa queda d’água de 77 metros de altura. 

A paisagem é lindíssima, e no caminho você encontrará algumas cachoeirinhas pequenas que são próprias para banho.

Esta primeira parte é um pouquinho íngreme, porém por ser curta, não chega a ser cansativa.

Do mirante, iniciamos a segunda trilha, considerada de dificuldade moderada (oi???). Ela tem 1,5 km de muitas subidas e descidas por escadarias escavadas nos barrancos do cânion, ou demarcadas com pneus. Na maior parte há corrimãos feitos de corda e madeira para dar um apoio.

Ao final da trilha, a recompensa é um visual deslumbrante e, para os mais corajosos (como meu marido), a possibilidade de um banho gelado.

O passeio completo leva cerca de 2h30, e requer uma certa disposição. O segundo trecho da trilha não é recomendado para que tenha dificuldade de locomoção, porém é possível ser feito com crianças.

O ingresso custa R$ 20,00 por pessoa (em dinheiro – não aceita cartão), e a visitação é normalmente feita aos sábados, domingos e feriados das 09h às 16h. Nos meses de Janeiro e Fevereiro o parque é aberto de terça a domingo, fechando apenas nas segundas para manutenção.

No site da pousada também é informado que é possível fazer rapel (do primeiro mirante), sendo este considerado o maior rapel de plataforma do estado. Porém, devido à pandemia, o atrativo estava desativado.

Recanto Perehouski

Localizado há 25km do centro da cidade (14 de asfalto e o restante de paralelepípedo), no Vale do Rio Barra Bonita, na Rota das Cachoeiras, o Recanto é uma propriedade privada, muito bem cuidada, onde é possível acampar, ou simplesmente passar o dia nos quiosques.

Para chegar nas cachoeiras não há uma grande trilha, e sim um caminho por um gramado verdinho. A propriedade é repleta de pequenas e lindíssimas quedas d’água, próprias para banho, e piscinas naturais.

É possível conhecer a propriedade toda em questão de 40 minutos, porém eu recomendo muito que você reserve pelo menos umas 3 horas para curtir o seu dia por lá.

Além de camping, a propriedade também oferece refeições, mediante ao agendamento prévio através do fone / whatsapp (42) 98828-6393.

OBS: no momento o restaurante está fechado por conta da pandemia.

A entrada custa R$ 20,00 (em dinheiro – não aceita cartão) e a visitação é aberta de terça a domingo, das 09h às 17h.

Salto São Francisco

Localizada na divisa entre os municípios de Guarapuava e Prudentópolis, o acesso por dentro da área rural é bem ruim (36 km de cascalho), sendo recomendável apenas para veículos altos, tipo Jeep ou caminhonetes. Para carros menores, a melhor opção é seguir pela BR até a entrada de Guarapuava, para pegar o Caminho de São Francisco, uma estrada sinuosa, estreita e quase toda asfaltada, com um visual lindíssimo. Este trajeto todo dá 110 Km de distância (aproximadamente 2h20).

Ao chegar ao parque, encontramos um pequeno Centro de Recepção de Visitantes, onde há um mapa das trilhas, banheiros e uma lanchonete.

Seguimos pela primeira parte da trilha, que é bem curtinha (algo em torno de 200m) e dá acesso a um mirante onde ficamos de frente para o imponente Salto São Francisco, considerado o maior da região sul do país, com seus impressionantes 196m de altura.

Do mirante seguimos por uma segunda trilha, de fácil acesso, com aproximadamente 400m, até o Salto dos Cavalheiros, que fica localizado 150 m acima da queda principal, tem 5m de altura e é absolutamente perfeito para banho.

Ainda é possível fazer um trilha de 4 km de extensão para chegar até a base do Salto São Francisco, porém para tanto, é necessário chegar no parque bem cedo, logo que ele abre, para dar tempo de aproveitar, já que leva em torno de 2h para descer, e 3h para subir a trilha.  Nós, que chegamos no parque quase 11h, decidimos deixar a descida para uma próxima visita, e focamos em aproveitar o Salto dos Cavalheiros por horas.

A entrada é gratuita e a visitação é aberta de diariamente, das 08h às 17h30.

Salto São Sebastião e Mlot

Localizados a 29 Km do centro (14 de asfalto e 15 de paralelepípedo e cascalho), na Rota das Cachoeiras, tem suas trilhas por dentro de uma propriedade privada.

Ao chegar lá, quase erramos a entrada, pois de todos os atrativos da cidade, este sem dúvidas é o que mais em jeito de propriedade rural mesmo. Entramos com o carro por uma porteira, que dá acesso também à casa dos donos da propriedade. Foi por eles que fomos recebidos, de forma bastante simples, porém com bastante simpatia. São disponibilizados banheiros para os visitantes.

A trilha é dividida em duas partes (todas de chão batido), sendo a primeira mais curtinha, de aproximadamente 400 m, e dificuldade leve, dando acesso à cabeceira do Salto Mlot. Esta é uma área bastante perigosa, visto que não há uma proteção real para que as pessoas não caiam, portanto, muita atenção, especialmente se tiver crianças te acompanhando.

O visual é estonteante! Uma formação raríssima de dois rios correndo em sentidos convergentes, e desembocando um de frente para o outro no mesmo vale. Do mirante você consegue ver o Salto Mlot, que tem 110 m de altura, de cima, e o Salto São Sebastião, que tem 126m de altura, de frente.

Para a segunda parte da trilha é preciso voltar uma boa parte da primeira, e dali seguir pela trilha escorregadia. Pelo nome você já consegue imaginar a aventura né? A trilha tem 800m, e apesar de ser curta, e até rápida de ser feita (40 minutos para descer e cerca de 1h para subir), ela é extremamente íngreme, e (como o próprio nome diz) bastante lisa, já que é uma área que está constantemente úmida.

Ao longo da trilha foram instaladas cordas para apoio (ufa), e em grande parte dela é mais fácil descer de costas, se agarrando nelas, do que de frente.  Dá uma olhada aí nos vídeos:

Como diz o ditado: para descer todo o santo ajuda! Já a subida é cruel rsrsrsrs.

Mas todo esse esforço foi absolutamente recompensado quando chegamos ao final da trilha, e demos de cara com uma paisagem surreal e rara! Um enorme vale, cheio de rochas, rodeado de natureza, e duas quedas d’água maravilhosas, uma de frente para a outra. É de se emocionar. Sem dúvidas, pra mim, este foi o ponto alto da nossa viagem.

É possível fazer a trilha com crianças? Olha, acho que com crianças um pouco maiores, aí na faixa de 10 anos ou mais, que sejam mais ativas, vai de boa. Se for uma criança mais sedentária, ou mais novinha, é preciso ter ciência que a criança vai precisar ser carregada em vários momentos, especialmente na subida. Quase que eu tive que ser carregada rsrsrsrsrs. Já para os que têm mais idade vai depender da disposição, agilidade e força dos músculos.

O passeio leva em torno de 3 horas, a entrada custa R$ 10,00 (em dinheiro – não aceita cartão) e a visitação é aberta diariamente das 08h às 17h.

Outras cachoeiras

Como eu mencionei, não tivemos a oportunidade de conhecer todas as cachus da cidade, então vou listar aqui as demais, e vou adicionando as informações à medida que voltarmos à cidade.

– Salto Barão do Rio Branco

– Salto Jacutinga

– Ninho do Corvo

– Salto do Tony

– Salto Manduri

SUGESTÃO DE ROTEIRO DE 3 DIAS EM PRUDENTÓPOLIS

Enquanto eu organizava esta viagem, tive bastante dificuldade para entender o que era possível fazer no mesmo dia, para aproveitar bem o tempo. Então vou postar aqui uma sugestão de roteiro de 3 dias, levando em consideração os passeios que nós fizemos desta vez. Conforme voltarmos para a cidade, vou complementando este roteiro.

Dia 1

09h00 – Salto Sete

12h00 – Monumento Salto São João

13h30 – Almoço. Caso o Perehouski já tenha voltado a servir refeições nas datas de seu passeio, sugiro que entrem em contato e agendem a refeição com eles. Caso contrário, a sugestão é que almocem na Pousada Salto São João, que fica bem próxima ao Monumento.

14h30 – Recanto Perehouski

OBS: como eu disse, nós simplesmente adoramos o Recanto Perehouski, e passamos a tarde toda lá aproveitando as cachus perfeitas que eles têm para banho. Mas, para as pessoas que não tem muito interesse em fazer o mesmo, é possível encaixar também o Ninho do Corvo nesta data, muito embora eu acredite ser bastante cansativo (especialmente se você pretende fazer as atividades radicais que eles oferecem lá).

Dia 2

Salto São Francisco

Dia 3

09h00 – Salto São Sebastião e Mlot

12h00 – Almoço no Chale Colonial Costenaro

13h00 – Salto Barão do Rio Branco e Salto Manduri

OBS: Sempre confira se o seu planejamento coincide com as datas de funcionamento de cada atrativo.

ONDE COMER EM PRUDENTÓPOLIS?

Sendo bastante honesta, nesta viagem tivemos poucas experiências gastronômicas que valem a pena ser compartilhadas. Saíamos cedo para as trilhas, e voltávamos no meio ou ao final da tarde tão cansados, que acabamos optando por comer no restaurante a la carte em frente ao hotel, chamado Cheiro da Terra e descansar praticamente todos os dias. A vantagem é que além de ser conveniente, a comida deste restaurante é espetacular.

Possui um cardápio variado ofertando pizzas, lanches, porções e refeições completas a la carte. Também há a opção de uma sequência bem legal de pratos típicos ucranianos, que serve uma pessoa, e custa R$ 45,00. A comida é bem diferenciada, a base de trigo, linguiças e beterraba.

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