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SAN ANDRES


Em 2016 meu marido e eu completamos 10 anos de casados. Para comemorar, decidimos viajar para um destino paradisíaco: a Ilha de San Andres. Estivemos lá de 29/05/16 à 09/06/16.

Localizada no caribe Colombiano, a pequena ilha de apenas 26 Km² pertence à Colômbia, porém está há aproximadamente 700 Km da costa colombiana, no litoral da Nicarágua.

Com um mar de águas quentes e tranquilas, pintado de inúmeros tons de azul, o local é conhecido como o Mar das 7 cores, e encanta por sua beleza e pela simpatia de seus habitantes.

Antes, um refúgio de piratas, a Ilha hoje é um dos grandes destinos turísticos da Colômbia, e fomenta esta atividade com uma grande rede hoteleira e isenção de impostos para comercialização de produtos importados, transformando todo o território em um imenso Dutty Free Shop.

Com seu clima quente e seco o ano todo, a Ilha é um excelente destino para os amantes de sol, mar e areia!

Na sequência, vão algumas dicas sobre este destino.

Boa viagem!!!!

COMO CHEGAR EM SAN ANDRES?

Viajamos de LATAM e todos os vôos foram ótimos. Consegui pegar uma promoção de passagem e paguei uma tarifa de R$ 950,00 (saindo do interior do Brasil) por pessoa ida e volta, mas já vi muita promo na internet com valores menores que este saindo de São Paulo ou Rio de Janeiro. O importante é ficar de olho e se programar com bastante antecedência sempre. A tarifa da passagem sempre será acrescida de várias taxas e, por ser viagem internacional, essas taxas são bem salgadas. Gastei R$ 377,50 em taxa, por pessoa.

Minha conexão em São Paulo era longa e durante a noite, então decidimos nos hospedar no Hotel Slavieiro que fica no aeroporto de Guarulhos. Foi ótimo, não tivemos que nos preocupar com transporte e no aeroporto tinha tudo que precisávamos. Aquela história de chegar com 2h de antecedência para fazer o check in em vôo internacional é importante viu!!! Mas ela vale para o vôo que realmente sai do país, se você sai do interior para uma conexão em São Paulo ou Rio primeiro, não há necessidade de chegar tão cedo assim para o primeiro check in. Quando você for embarcar para o vôo que realmente é o internacional, aí sim, vá bem cedo, porque é necessário passar pela Polícia Federal e, apesar o procedimento ser rápido, você pode encontrar grandes filas. No nosso caso, como era madrugada, não havia fila e foi rápido (mas o agente da PF falou que dependendo do horário a coisa muda bastante de figura).

Os vôos foram todos bem tranquilos; o de São Paulo para Bogotá foi numa aeronave bem maior que as outras. Serviram boas refeições e tinha um ótimo sistema de entretenimento com filmes excelentes para escolher.

Em Bogotá chega o momento de fazer a entrada oficial na Colômbia, passando pela imigração. Já deixo uma dica boa aqui: levem caneta! Há alguns formulários a serem preenchidos com seus dados. É um processo bem tranquilo. Tenha em mãos o endereço de onde ficará hospedado em San Andres, pois é solicitado nos formulários e não tem wifi nesse ambiente para procurar na internet.

São dois formulários para preencher, um na imigração, e outro que fica na saída do local onde ficam as esteiras de bagagem. Neste último é onde você preencherá informações sobre quanto dinheiro você leva para a Colômbia e o que tem na sua mala, muito embora você só vá retirar sua bagagem em San Andres. Não se preocupe, se você não achar o quiosque onde fica este segundo formulário, basta perguntar para o pessoal que fica na porta de saída; eles estão lá para checar este formulário e são bem prestativos. Você encontrará formulários em espanhol e inglês.

Gente, Bogotá é fria tá! Não sei se em alguma época do ano fica mais quente, mas fomos durante o inverno e estava bem frio. Levem um casaco. Aproveite esta conexão para trocar seu dinheiro. Falarei mais sobre esse tema mais abaixo.

Antes de embarcar para San Andres, é necessário pagar a “tarjeta de turismo” da Ilha. Você não embarca sem pagar esta taxa. Eu paguei a minha na hora do embarque mesmo. A própria cia aérea se encarrega disso (no caso da Latam). Estávamos no portão de embarque, aguardando o embarque do vôo começar quando uma funcionária da cia aérea anunciou no microfone que quem ainda não havia pago a taxa que se encaminhasse para o balcão. Fui lá e paguei as taxas rapidinho. Aceitam dólar e pesos colombianos (mas geralmente não tem troco para dólar, então se for pagar em dólar, leve trocados). Mais uma vez um formulário com vários dados para preencher.

A tarjeta de turismo custou 52.000 pesos, mas este valor irá mudar. Vejam bem, as cias aéreas compram uma quantidade X de tarjetas da prefeitura da Ilha e as revendem para o cliente (o valor é tabelado pela prefeitura). As tarjetas que foram compradas antes do dia 15/04/2016 ainda estão neste preço, por isto mesmo tendo viajado no final de Maio, ainda paguei este valor. Mas o valor da taxa de turismo subiu em 90% e a informação é que passará a custar 99.000 pesos. Resta saber até quando as cias aéreas conseguirão manter o valor antigo. Portanto, vá preparado para pagar a tarifa mais cara.

Na entrada de San Andres você apresentará sua tarjeta de turismo. Uma das vias ficará com o agente do aeroporto e o restante ficará com você. Guarde a sua tarjeta muito bem, pois deverá ser apresentada na saída da ilha também.  Depois disso tudo é só pegar a sua bagagem na esteira e ser feliz no paraíso.

Sobre os vôos de retorno há um detalhe bem importante, chegando ao aeroporto em São Paulo ou Rio de Janeiro, você precisará retirar as suas bagagens, mesmo que você tenha outro vôo doméstico de conexão para fazer. Depois de retirar a sua mala, você precisará passar pela Polícia Federal para fiscalização e fazer um novo despacho de bagagem. Caso esta seja a sua primeira viagem internacional com conexão doméstica, você pode ficar um tanto quanto confuso, então não arrisque, peça auxílio dos agentes da sua cia aérea que ficam na saída do avião. Esta dica vale para qualquer viagem internacional.

Dicas gastronômicas no aeroporto de Bogotá:

– Nos restaurantes do aeroporto dólares não são aceitos, troque dinheiro antes de ir comer.

– para aqueles que não têm medo de provar novos sabores, tem um fast food colombiano no aeroporto chamado Frisby (terceiro andar ao lado do MC Donalds) que serve frango frito com mel. É sensacional. Tem refeições completas (PF) e baldes de frango frito também. Adoramos.

– Há outro fast food muito parecido com o Burguer King chamado El Coral com lanches deliciosos.

– Não deixe, de forma alguma, de dar um pulo no Café Juan Valdez e tomar o melhor café de todos. Não há comparações.

QUAL A DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA ENTRADA NA COLÔMBIA?

Por ser parte do Mercosul, brasileiros não precisam de passaporte para entrar no país, apenas o RG é suficiente. Vi inúmeros sites afirmando que é obrigatório que o RG tenha menos que 10 anos de expedição. Este é um assunto bem controverso.

Meu RG era mais antigo que isto, e não havia tempo hábil para solicitar outro, já que conseguir uma vaga no centro de documentação de minha cidade é difícil. Também não consegui emitir um passaporte, pois na véspera de minha viagem o Brasil ficou sem papel oficial (!!!). Então, me arrisquei e fui com o meu RG velho mesmo. Confesso que fui bem tensa, mas eu tinha em mãos esse link http://www.brasil.gov.br/turismo/2012/04/mercosul-com-rg que me deixava um pouco mais tranquila. Levei minha habilitação junto e fui na fé.

O único susto que eu tive foi no meu primeiro check in, no aeroporto de minha cidade. Ao notar que meu vôo era para a Colômbia, a atendente da LATAM chamou seu supervisor que, por sua vez, me informou que havia a possibilidade de eu não conseguir entrar na Colômbia. Quaaase não nos deixou embarcar no vôo. Mas, insistimos em seguir viagem e no final das contas liberaram o embarque.

Chegando ao aeroporto de Guarulhos fomos até o chaveiro que fica no aeroporto, onde há um serviço de plastificação. Deixamos os RGs bem arrumadinhos e viajamos assim mesmo. Ao chegar à Colômbia, em momento algum tivemos dificuldade. Mas é importante mencionar que o meu RG não era tão velho assim, portanto a foto do documento não apresentava uma diferença de fisionomia muito grande. Também é importante dizer que esta foi a minha experiência pessoal, não há como prever se você terá problemas ou não, afinal de contas, o processo de imigração é feito por pessoas, e pessoas são imprevisíveis. Meu conselho: vá atrás da documentação correta, assim você viaja mais tranquilo.

Quem tem passaporte, dê preferência para ele porque em San Andres os estabelecimentos com melhores taxas de câmbio são os bancos, e eles só fazem câmbio mediante a apresentação do passaporte, mesmo para pessoas procedentes de outros países do Mercosul. Se não tiver, não se preocupe, nas casas de câmbio aceitam o RG.

COMO É O CÂMBIO DE MOEDA EM SAN ANDRES?

Muita gente pergunta onde é melhor para trocar dinheiro quando a caminho de San Andres, mas isso é muito relativo. O câmbio muda todo o dia! É impossível alguém dizer, com absoluta certeza, onde estará melhor. Vou relatar o que eu fiz, espero ajudar.

Quando fui para San Andres, optei por me hospedar em um apartamento alugado, ao invés de um hotel (vou falar sobre isto no post sobre hospedagem). Por conta disso, eu tinha o contato direto via whatsapp com o dono do apartamento que é residente na ilha. Ao chegar em Bogotá,  entrei em contato com ele e perguntei quanto estava o câmbio na ilha. Ele me informou o câmbio da casa de câmbio do aeroporto de San Andres; então eu fiz uma pesquisa nas casas de câmbio no aeroporto em Bogotá e, como o valor para troca estava melhorzinho em Bogotá, troquei quase todo meu dinheiro ali mesmo.

Não troquei tudo porque li em alguns blogs que era interessante andar com um pouco de dólares lá porque em algumas lojas sai mais barato. Eu não usei dólar em momento algum lá. Só vi preço em dólar lá nas grandes lojas, e quando me dei o trabalho de ficar fazendo contas, não vi grande diferença. Honestamente, perdi rapidamente o interesse em ficar fazendo mil contas para economizar centavos. Mas vale ressaltar que eu não fiz grandes compras lá. Talvez para quem vá com a intenção de comprar produtos mais caros (eletrônicos e afins) valha a pena.

– No aeroporto em Bogotá, tanto na ida quanto na volta, a casa de câmbio com a melhor taxa de conversão era a Câmbios Guendi (térreo).

– Na Ilha, as melhores taxas de conversão você encontra nas agências bancárias (Banco de Bogotá). Isto quem me informou foi a atendente da casa de câmbio do aeroporto. Porém, para trocar dinheiro no banco você precisa portar seu passaporte, mesmo sendo residente no Mercosul.

– Na casa de câmbio do aeroporto de San Andres as trocas são feitas com o RG. Dê preferência por fazer troca lá após as 12h. Eu fui muito cedo e não tinha dinheiro “en efetivo” como eles dizem, o que significa que não tinham dinheiro vivo para trocar, e eu tive que voltar à tarde.

O QUE LEVAR PARA SAN ANDRES?

Alguns itens são indispensáveis para quem visita a ilha:

Sapatilha

São sapatilhas de tecido, com solado de borracha ou silicone para você usar quando entra no mar. A ilha é rodeada de corais e pedras e a coisa mais fácil de acontecer é você dar uma topada no dedo em uma pedra dessas dentro do mar, ou cortar o pé nos corais que são bem afiados. Portanto são itens de segurança indispensáveis, especialmente para quem está com crianças e idosos. Você encontra estas sapatilhas em praticamente todos os lugares no cento da ilha (sério, até em farmácia eu vi). São práticas, baratas e confortáveis. Custam na faixa de 18 mil pesos. Se possível, compre no seu primeiro dia na ilha, pois ela será necessária para todos os outros dias.

Snorkel

Você encontra snorkels para vender em inúmeros lugares no centro comercial da ilha num valor de aproximadamente R$ 20,00 (o que é mais barato que no Paraguai). Em praticamente todos os passeios este equipamento é necessário. Você os encontra para alugar em todos os pontos mas, além de não valer a pena financeiramente, é nojento né?! Você já usou um snorkel? Vai por mim, dividir snorkel com estranhos não é nada higiênico. Eles dizem que higienizam o equipamento, mas eu não tenho coragem. Meu conselho é que compre um por pessoa.

Câmera sub-aquática

Gente, a grande esmagadora maioria dos passeios em San Andres envolvem a observação de peixes embaixo d’água. Então, se você é uma daquelas pessoas que curte registrar tudo, invista numa câmera sub-aquática, ou em uma que tenha a caixa estanque. Muita gente compra aquelas capinhas estanque para celular, mas as fotos não ficam tão boas. Não precisa investir numa câmera cara como a Go Pro se você não tem condições, mas você encontra similares por preços bem acessíveis na internet. Eu tenho a NG 100 da Navcity, que é baratinha, e faz excelentes fotos e vídeos.

Não é indispensável, mas é interessante. Você fará passeios entrando e saindo de barcos, tudo muito perto da água. O tempo todo seus pertences correm o risco de molharem, portanto, uma proteção impermeável é excelente. Eu comprei um saco estanque como o da foto abaixo no Mercado Livre, mas você também encontra direto da China no AliExpress, se tiver muito tempo para esperar chegar 😉

Adaptador universal de tomada

As tomadas em San Andres são padrão americano, portanto adaptadores são essenciais.

COMO SÃO OS MEIOS DE TRANSPORTE EM SAN ANDRES?

A Ilha de San Andres tem apenas 26 km² de território e chove pouquíssimo lá, portanto o transporte mais utilizado pelos locais é a moto, scooters principalmente. É muito interessante, para ser sincera. Ninguém usa capacete lá (não é obrigatório), e você vê gente andando de moto com filho no colo, filho de pé, famílias com 4 ou 5 pessoas em uma só scooter, mães com bebê de colo pilotando com uma mão e segurando o bebê com a outra. Mas o que você não vê é gente correndo, todo mundo pilota com tranquilidade, até parece que ninguém tem pressa.

O que se vê também são muitos carrinhos de golf indo e vindo. São o segundo meio de transporte mais utilizado na ilha. Você notará que a maioria do pessoal usando esses carrinhos são turistas.

Carros são poucos, e geralmente mais antigos.

Usamos o serviço de taxi apenas nos trajetos aeroporto / apartamento / aeroporto. Nos hospedamos na praia San Luis, portanto mais longe do aeroporto. Mas o aeroporto fica praticamente beira mar na Praia de Sprat Bright (central), e alguns hotéis ficam ao lado dele. Dependendo de onde você se hospedará, nem haverá necessidade de utilizar transporte para chegar lá, bastará atravessar a rua.

Como somos um casal sem filhos, alugamos uma scooter por todo o período que ficamos na ilha. O Mr. Werner, dono do apartamento que alugamos, também aluga scooters, então deixamos a nossa pré-reservada. Paguei 40.000 pesos por dia na locação da moto.

Andar de scooter pela ilha foi um dos pontos altos de nossa viagem. Acho que demos umas 10 voltas completas à ilha. Mas atenção: se você não sabe muito bem pilotar moto, mesmo que as scooters sejam mais fáceis de pilotar, eu aconselho que aluguem os carrinhos de golf. São mais seguros e fáceis de pilotar. A ilha é um lugar tranquilo, mas como em qualquer lugar do mundo, alguns horários tem maior movimentação de veículos e, se você estiver indo ou vindo do centro, pode ser um tanto perigoso para principiantes. Enquanto estivemos lá, vimos uma notícia de um acidente horrível de moto com um turista.

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: PRECISO MESMO ALUGAR TRANSPORTE?

Bom, a Ilha possui um sistema de transporte público, mas eu notei que nem os locais o utilizam muito. Se ele é bom eu não posso dizer, porque não o utilizei nenhuma vez. Então como diria a Glória Pires: prefiro não opinar.

Também vi, enquanto rodava a ilha de scooter, que existem algumas agências de turismo locais que fazem o tour de volta à ilha com visitantes. Mais uma vez, não usei o serviço, maaas, aqui eu vou opinar um pouquinho tá? Eu não acho que seja a melhor opção, porque durante o passeio da volta à ilha é quando normalmente se faz alguns dos principais e mais bonitos passeios de San Andres, o West View e a Piscinita. São pontos de observação de peixes com snorkel (além de outras atividades que vou explicar em outro post). O ideal é que você procure fazer esses passeios sempre bem cedinho, justamente para evitar dar de cara com muita gente lá e poder aproveitar ao máximo a experiência, portanto acredito que fazer estes passeios em grupo te deixa em desvantagem logo de cara. Mas é uma opção caso você não saiba nem pilotar moto, nem dirigir carro…

Então eu diria que sim, pelo menos um dia você precisará alugar um transporte, para fazer o passeio da volta à ilha. Se você vai precisar de transporte nos outros dias vai depender muito de onde você vai se hospedar. Se estiver no centro da cidade, você terá tudo a sua volta, até a marina, de onde saem grande parte dos passeios, fica na região central, então não será necessário ter um transporte próprio o tempo todo. Apenas nos dias que você quiser passar o dia nas praias do sul da ilha. E, em todo o caso, se não quiser alugar nada, sempre tem o serviço de táxi. Detalhe: você quase não vê táxi nas praias do sul, portanto já deixe a volta agendada com o taxista que te levou.

Agora, se você estiver em qualquer outro lugar que não seja central, vai precisar sim. A parte sul da ilha é linda, porém mais isolada. Você encontra restaurantes beira mar para almoçar, mas a noite fica tudo fechado. Qualquer coisa que você precisar, precisará se deslocar, então, em minha opinião, ter um meio de transporte à sua disposição é essencial.

ONDE DE HOSPEDAR EM SAN ANDRES?

Nós temos um costume, meu marido e eu, de alugar apartamentos onde quer que vamos. Fazemos isso sempre por acreditar que o custo da viagem diminui, porque podemos utilizar a cozinha para fazer refeições simples em alguns períodos, ao invés de comer sempre fora.

Em San Andres não foi diferente. Nos hospedamos no Katty’s Paradise.

O proprietário é o Sr. Werner, um alemão que há muito tempo vive na ilha. Ele tem três opções para locação, sendo um quarto dentro da casa da família, um apartamento studio em cima da casa e uma casa de hóspedes separada da casa da família, porém dentro do mesmo terreno.

Alugamos o apartamento studio, que tem quarto, banheiro e cozinha, e comporta até 3 pessoas. Assim como tudo na ilha, o apartamento é simples, porém bem confortável. A cozinha era bem equipada para nossas necessidades. Tudo limpo e bem arrumado. Forneciam roupas de cama e toalhas para banho e para levar para a praia. A esposa do Sr. Werner, a Amália, está sempre por lá caso você precise de algum auxílio. Até lava suas roupas se tiver necessidade.

Adoramos a estadia e, apesar de estarmos acima da casa da família, tivemos bastante privacidade. O apartamento fica localizado em San Luis que,  em minha opinião, é a praia mais bonita da ilha.

Aqui tá o site para quem se interessar: http://www.kattys-paradise.com/engl.html (tá em inglês).

O WhatsApp do Sr. Werner é +57 316 8781235 (você precisará falar alemão ou inglês, o espanhol dele é bem difícil de entender).

Não conheci nenhum hotel por dentro lá, mas pude tirar algumas conclusões. Então, para facilitar, dividi a ilha em áreas e vou comentar sobre cada uma delas:

Área 1 – San Luis e Rocky Cay

Esta é a parte mais bonita e tranquila de San Andres. As praias são calmas, o movimento de gente e veículos é moderado. É uma área repleta de bons hotéis e é onde ficam localizados os famosos clubes de praia Aqua Beach Club e o Club de Playa Rocky Cay da rede Decameron.  Foi onde me hospedei e eu amei. Acho que a única desvantagem deste local é que você vai precisar alugar um meio de transporte, pois fica mais afastado do centro, há poucos táxis disponíveis, e à noite não há restaurantes abertos. Mas, se você tem condições de alugar uma scooter pelo período da sua viagem, este é o melhor lugar para ficar.

Área 2 – Centro (Zona Comercial)

Este é o local onde tem mais restaurantes, mais hotéis, e onde fica o centro comercial (duty free) da cidade. A praia é muito bonita, aqui já com um movimento maior de pessoas. A marina, de onde saem os passeios de barco, também fica nessa região. A grande vantagem de se hospedar nessa área é que você está perto de praticamente tudo e só precisará de transporte quando quiser fazer a volta à ilha ou ir para as praias do sul. A desvantagem é o barulho, pois é uma área com movimento intenso de motos e pessoas. É uma área excelente para quem quer economizar.

Área 3 – Centro (Aeroporto)

Esta também é uma região central, com uma praia lindíssima. Fica de frente para a Ilha de Johny Cay e é onde está localizado um dos resorts Decameron. Também a região do aeroporto, portanto se você se hospedar nessa região, possivelmente não vai precisar de transfer para o seu hotel na chegada à ilha (poderá ir caminhando). É uma área mais tranquila do centro; as praias estão sempre cheias, mas nada que seja incômodo. Há um calçadão de uma ponta à outra na praia que é lindo, porém enorme. Vi muita gente dizendo que estava exausta de tanto caminhar até chegar no centro comercial e restaurantes. Então talvez ao se hospedar aqui, você ficará um pouco mais dependente de transporte.

Área 4 – Costa Rochosa

Passei por esta área da Ilha diversas vezes, pois é onde estão localizadas a Piscinita e o West View. Para mim, esta seria a última opção de hospedagem. A costa da ilha, nessa parte, é totalmente rochosa, portanto não é um local onde você simplesmente possa atravessar a rua e estar na praia. Tem que entrar nesses pontos turísticos para ir ao mar. Além disso, não há uma estrutura para atender o turista (restaurantes).  Mas, acredito que seja uma excelente área de hospedagem para as pessoas que estão em San Andres exclusivamente para fazer mergulhos (diving), pois é dali que saem esses passeios.

Área 5 – Ponta Sul

A ponta sul da ilha é lindíssima, porém mais abandonada. É notável a falta de saneamento e serviços públicos ali. Porém possui uma rede hoteleira grande e, pelo que notei, é a área onde mais há pessoas locais nos finais de semana e feriados. Mais uma vez, não é um local com grande estrutura para atender o turista, além dos hotéis. Você ficará dependente de transporte para tudo e bem longe o centro. É onde fica localizado o Hoyo Soplador.

O QUE VER E FAZER EM SAN ANDRES?

Desde dias relaxantes até mergulhos de cilindro, San Andres é repleta de atividades para todos os gostos e idades. Vou contar um pouquinho de cada passeio que eu fiz.

Volta à Ilha

A Ilha de San Andres tem apenas 26 km² de área, e um dos passeios mais tradicionais para se fazer é a volta à ilha. Na minha opinião, é o primeiro passeio que deve ser feito lá, porque te dará um panorama geral da ilha toda. Fizemos este passeio de scooter, mas você pode fazê-lo também de carrinho de golf, ou até via agências de receptivo.

Eu já mencionei isso em meu post sobre transporte na ilha, mas vou repetir aqui: apesar de eu não ter usado desse serviço, eu não acho que seja uma boa ideia fazer este passeio via agência de turismo, a não ser que não haja ninguém no grupo que saiba dirigir. As agências fazem este passeio em transportes grandes, com muita gente, e nos pontos de parada pode ficar um tanto quanto tumultuado.

Fazendo por conta, você pode levar o tempo que quiser para fazer esse passeio, mas eu acredito que meio período é o suficiente.

Durante este passeio poderá observar as imagens pintadas por artistas locais nos muros, algo que nos chamou muita atenção. Vira e mexe, rodando pelos bairros de San Andres, nos deparávamos com lindas imagens pintadas nos muros das casas. Então resolvemos tirar umas horas para percorrer a ilha e fotografar todas as que encontramos. Aqui vão algumas fotos:

Vai poder parar nos mirantes na costa rochosa para fotografar o mar, e se você estiver passando pela costa rochosa num momento de bastante sol e céu limpo, pare nos pequenos mirantes que você encontrará pelo caminho para observar toda a beleza do mar das 7 cores.

Além disto, você já pode aproveitar para conhecer o Hoyo Soplador, a La Piscinia e o West View.

Hoyo Soplador

Foto de www.colombia.com

É um buraco na costa rochosa da ilha que se transforma numa espécie de gêiser quando o mar está bastante agitado. Como a maré em San Andrés raramente muda e a barreira de corais geralmente mantém o mar calmo, é muito raro ver o hoyo soplador realmente soprando, o que pode ser uma grande decepção (obviamente a foto acima não é minha rsrsrsrs). O local é repleto de pequenos comércios vendendo bebidas e souvenirs. Logo ao chegar você já será abordado por alguns dos meninos que ficam por lá para te “guiar” no passeio. Você pagará para estacionar sua moto ou carrinho, ou então tem que consumir algo na lojinha do menino que for seu guia. Para mim o passeio só valeu a pena porque lá eu tomei, pela primeira vez, a limonada de água de coco, bebida típica da ilha, que é absolutamente sensacional. Quanto ao restante, o local é sujo e lotado de gente. Não me agradou, mas acho que vale a parada. Vai que você dá sorte e tem água lá???

La Piscinita

É uma partezinha do mar na costa rochosa da ilha que realmente parece uma piscina. É bastante profunda (quase 8m), mas a água é tão transparente que você consegue ver o fundo do mar com absoluta nitidez (usando snorkel, claro). O local é repleto de peixes coloridos maravilhosos. Não há muita atividade a ser feita na Piscinita além da observação dos peixes, portanto, apesar de ser um dos passeios mais famosos e lindos de San Andres, não toma muito tempo. Custa aproximadamente R$ 5,00 para entrar (8 mil pesos), valor este que é pago para o dono do restaurante. Na entrada te dão uma fatia de pão para levar consigo para a água e atrair os peixes, mas nada te impede de levar um pouco de casa 😉 . Snorkels são indispensáveis e, para aqueles que não sabem nadar, coletes salva vidas. Tudo isso pode ser alugado lá por muito pouco. Os horários de funcionamento da Piscinita são confusos e variam de acordo com o dia de semana, portanto, procure se informar qual horário que estará aberto. Passamos por lá 3 vezes em dias e horários diferentes e estava fechado. Na quarta tentativa conseguimos entrar.

West View

Fica localizado há poucos metros da Piscinita e, na minha opinião, é um dos passeios mais legais da ilha. Basicamente se parece muito com a Piscinita, mas tem muuuuito mais peixes (cheguei a esbarrar com alguns enquanto nadava de tantos que tinham), tem um trampolim muito divertido e um escorregador. Simplesmente amei esse local. Também tem águas profundas e cristalinas (uns 10 metros), portanto, novamente os coletes são necessários para quem não sabe nadar. Snorkels indispensáveis. A dica aqui é: chegue cedo! Chegamos por volta das 9h e ficamos, por uns 20 minutos, praticamente sozinhos na água. Foi maravilhoso. Depois começou a chegar grupos e aí fica um tanto tumultuado, mas ainda assim lindo.

Lá você encontra o Aquanauta, um passeio no fundo do mar usando um daqueles capacetes de mergulho ligados ao tanque de oxigênio por uma mangueira enorme. É durante este passeio que é possível ver a estátua de Poseidon que fica no fundo do mar. Não sei dizer se vale a pena, porque não fiz mas custa 90 mil pesos por pessoa

Kayak em Old Point

Este passeio é muitíssimo interessante e eu super recomendo. É feito em kayakes transparentes pelo mangue de San Andres, o Parque Regional Natural Old Point. É realizado pela empresa Eco Fiwi, dura meio período e custa 70 mil pesos.

O ponto de encontro é na sede da empresa, que também é a casa da família que opera o passeio.

Dali os grupos saem a pé em direção à trilha (que fica logo do outro lado da rua). A trilha é curta e em minutos o grupo alcança o rio onde embarcam nos kayakes transparentes para fazer o passeio no mangue.

O passeio é lindíssimo, e como a água é totalmente transparente, é muito fácil observar a fauna e flora local. Ao longo do passeio os guias vão fazendo paradas para falar sobre alguma planta ou animal que é típico da região.

Após um trecho de mangue,  chega-se ao ponto onde o lago encontra o mar. Este é o momento de sair o kayak e fazer um pouco de snorkeling. Esta é uma área que serve de berçário para a vida aquática. É riquíssima em fauna aquática e um dos lugares mais lindos que já vi na vida. Os guias dão bastante tempo e liberdade para que você explore bastante o local. Aproveite!!!

No retorno, ao final do passeio, o pessoal da Eco Fiwi serve um lanchinho de produtos típicos: suco de manga, peixe e fruta pão frita. Uma delícia.

Importante!!!

  • O passeio é feito descalço, então pode ir de chinelo mesmo;
  • Passe protetor antes de sair de casa, porque o protetor solar mancha os kayakes, então eles não autorizam que passem o protetor muito perto da hora de sair para o passeio. Também não dá para retocar o protetor durante o passeio, então quem é mais branquinho e sofre mais no sol, é bom ir com uma blusa comprida fininha para se proteger. E boné ou chapéu! Isso serve para todo mundo.
  • Não tem como levar bolsas ou mochilas junto, então só leve o necessário e deixe no seu transporte. Leve apenas câmera e snorkel.
  • O pessoal da Eco Fiwi tem snorkels para empréstimo (sim, finalmente não precisa alugar) e foi o único lugar que eu acreditei que a higienização é feita.
  • Fiz a reserva por WhatsApp e paguei na hora. Adicione o número +57 316 624 3396 para falar com a empresa. Eles também tem facebook.

El Acuario

Este é um passeio que você pode fazer ou sozinho, ou em conjunto com o passeio de Johnny Cay ou Mantarrayas.

Bem diferente do que nós, brasileiros, conhecemos como aquário, El Acuario é uma ilha no meio do oceano, cercada por uma barreira de corais. Fica apenas 10 minutos de lancha de distância de San Andres e é um local maravilhoso para snorkeling e observação de peixes.

A ilha em si é bem pequena, e repleta de barzinhos. Ao chegar lá, você será direcionado pelo guia do passeio até um deles para receber suas instruções. Falarão sobre os armários, que podem ser locados para guardar seus pertences, o que eu recomendo que você faça (8 mil pesos), e sobre o horário de saída da lancha. Dali em diante você fica por conta.

Há outra pequena ilhota vizinha ao aquário, aproximadamente 200 m de distância, onde você pode chegar caminhando. O mar, de uma ilha à outra, tem aproximadamente 1m de profundidade apenas. Esta segunda ilha é bem mais calma. Não há observação de peixes, mas é um bom lugar para relaxar na sombra e se afastar um pouco do aglomerado de pessoas.

Importante!!!

  • Guarde bem o nome da lancha e o horário de saída da Ilha, porque na hora de ir embora fica bem confuso, com muita gente esperando, muitas lanchas e pouca informação. Se tiver dificuldade em gravar nomes, tire uma foto do barco. A saída da ilha é feita a partir da Ilha El Acuario, portanto se for para a outra ilhota, fique atento para retornar a tempo.
  • Leve snorkel e câmera, água e algum lanchinho, especialmente se estiver com crianças. Não há muita opção de comida no local. Abuse do protetor solar e chapéus.
  • O passeio tem início por volta de 9h. Você pode comprar seu ingresso com uma agência ou ir diretamente ao porto e adquiri-lo na hora (foi o que eu fiz), mas para isto é necessário que chegue um pouco mais cedo.
  • Não fiz o passeio para Mantarrayas.
  • Fiz o passeio conjugado com Jhonny Cay e depois me arrependi (vou contar mais sobre isso quando falar sobre o passeio para este local).
  • O passeio exclusivo para El Acuario custa 30 mil pesos.

Johnny Cay

É uma ilha fica de frente para a praia de Spratt Bright há, aproximadamente, 15 minutos de lancha. Fizemos este passeio em conjunto com El Acuario e acabei me arrependendo e voltando depois para passar o dia todo lá, porque eu adorei a ilha e achei que o tempo que tive lá foi pouco. Todos os barcos saem da ilha até 16h. É proibido ficar na ilha após isto. O lugar é lindíssimo, tem o mar da cor mais linda que já pude ver.

A ida de lancha, apesar de apresentar uma vista maravilhosa do mar do caribe e todas as suas cores, é um tanto quanto conturbada, pois o mar é agitado e as lanchas vão o mais rápido que podem. Idosos e gestantes precisam ir na parte de trás da lancha onde o impacto dela batendo contra as ondas é menor. Na realidade, tudo o que envolve lanchas nesse passeio é tenso. Não há uma forma segura de desembarcar do barco, não há píer, então todos precisam saltar da lancha, com ela se movimentando violentamente por causa das ondas.

Ao chegar na ilha você será encaminhado pelo monitor do seu barco para um dos inúmeros quiosques de lá para receber as devidas explicações, que na realidade são propagandas da comida e bebida do quiosque… as únicas informações importantes que você terá ali são o nome dos barcos que você poderá usar na volta e o horário de saída. Ali mesmo o monitor já vai induzir o grupo que já comprem o almoço. Basicamente todos os quiosques servem a mesma coisa: peixe frito, arroz branco ou arroz de coco, patacons e fruta pão. É um prato feito que custa na faixa de 18 mil pesos. Na primeira vez que fomos, como já estava tarde, decidimos comprar o almoço com ele mesmo e já almoçar. Na segunda vez, como estávamos com mais tempo, deixamos para comprar o almoço mais tarde.

Para ficar por lá você pode sentar com uma canga na sombra dos coqueiros, ou alugar cadeiras e guarda-sol por 30 mil pesos. Se você curte uma festa, procure o quiosque do Dreds Stanly, o rastafári da foto abaixo.

Lá toca reggae, reggaeton e (pasmem) axé brasileiro. É a barraca da diversão. O dono e seus funcionários fazem uma performance da “Dança da mãozinha” sensacional! As outras barracas são mais calminhas e o som é bem baixinho, então se você não gosta de bagunça, basta se afastar um pouco e pronto!

Este passeio é maravilhoso, mas tem uma parte péssima, que é o retorno para San Andres. E eu não falo isso só porque o lugar é lindo e dá vontade de ficar lá para sempre, e sim porque o retorno é uma odisseia.  Primeiro, TODAS as pessoas precisam ir embora da ilha basicamente no mesmo horário. Imagine o tumulto e o tamanho das filas no sol de rachar! É absurdamente confuso, e os monitores dos barcos são vagos quando você os procura para pedir informação.

Os barcos encostam na beira do mar em punhados e, mais uma vez, se movimentam com violência por conta das ondas. Você precisa ser praticamente um atleta para conseguir embarcar, pois são lanchas altas, balançando e batendo uma contra a outra. Os barqueiros ficam tentando ajudar o povo a subir pegando as pessoas no colo e praticamente jogando para dentro do barco. É horrível gente. Acaba com toda a boa vibe do passeio. É tão ruim, e eu estava tão tensa, que nem tive a presença de espírito de pegar a câmera e filmar.

Eu vi um homem se jogar para dentro do barco, as pernas dele ficaram para fora, ele ficou tentando se puxar e no mesmo momento que ele conseguiu o barco dele se chocou contra outro. Se ele não tivesse entrado a tempo, nem quero pensar o que teria acontecido.

Eu não gosto muito de dizer para as pessoas o que fazer ou não, portanto vou colocar desta forma: Eu fortemente desaconselho pessoas com qualquer tipo de dificuldade de locomoção, idosos, gestantes e famílias com bebê de colo a fazer este passeio até que o píer fique pronto. Sim, estão construindo um, porém, pelo que me informei, obras públicas na Colômbia funcionam de forma muito parecidas que as do Brasil, ou seja, vai loooonge até ficar pronto.

Depois do suplício de embarcar, a volta continua tensa, com o barco batendo com toda a força contra as ondas. Os barcos não deixam você no píer, e sim na beira mar em Spratt Bright, e mais uma vez você precisa pular do barco para dentro do mar… pelo menos aqui o mar é mais calmo. Se você foi até a marina de veículo próprio, terá que caminhar até lá para busca-lo. Mas é pertinho… vá se informando pelo caminho para não se perder, ok?!

Gostaria aqui de lembra-los que eu passei por isso na primeira vez que fui e optei por ir mais uma vez, mesmo sabendo da maratona que me aguardava, porque a ilha é divina. Então, eu sugiro que aproveitem a dica de fazer o passeio para Jhonny Cay exclusivo e aproveitar bem o seu dia lá, para ter que sofrer na volta uma vez só!

Importante!!!

  • A probabilidade de você molhar seus pertences nesses loucos embarques e desembarques é enorme, então se tiver uma bolsa impermeável ou um saco estanque, essa é a hora ideal para usá-los.
  • Fique atento para o nome do barco e horário de saída.
  • Tem bastante pedra dentro do mar, então use sempre a sapatilha para não se machucar.
  • Quando chegar de volta em San Andres, o pessoal do barco fica esperando que você ofereça gorjeta.

San Luis e Ilha Rocky Cay

Eu já mencionei isto quando falei sobre hospedagem, mas a praia de San Luis é, em minha opinião, a praia mais linda de San Andres. Tranquila, mar calmo e cristalino, águas quentes e boas opções de bares e restaurantes beira mar. Como estávamos hospedados nesta região, fomos inúmeras vezes.

Passamos uma tarde no famoso The Grog Rocky Cay, restaurante beira-mar que oferece cadeiras e guarda-sol aos seus clientes. A culinária é tão boa quanto dizem, porém um tanto cara e com porções pequenas. O atendimento é ótimo e o ambiente também.

Gostamos mesmo foi de ficar no Acqua Beach Club, um clube de praia que oferece espreguiçadeiras, guarda-sol, cadeiras, mesas e banheiros gratuitamente, basta apenas que consuma no local. O atendimento é bem bacana, a comida é maravilhosa. Eles também têm serviço de armários para que você possa guardar seus pertences quando resolver ir até a ilha de Rocky Cay.

Para chegar até a ilha de Rocky Cay você terá apenas que caminhar. Há um caminho por dentro do mar que você identifica de longe, onde um grande banco de areia deixa o mar raso (1 m aproximadamente). A ilha é bem pequena e toda rochosa. E ao redor dela há uma área com uma grande concentração de peixes para fazer snorkeling.

Há um navio enorme encalhado ao fundo da ilha, todo enferrujado que dá um certo charme para ela. As fotos ficam lindas e, para os corajosos, vimos gente saltando lá de cima do barco para o mar. Não faço ideia de como chegaram lá, ou de onde tiraram coragem para isso, mas eu vi gente fazendo, portanto é possível.

Foto: www.sanandres.com.co

Bem de frente com a ilha Rocky Cay há o Club de Playa Rocy Cay da rede Decameron. Dizem que você paga uma taxa e tem serviço de all inclusive. Li muito sobre este local na internet antes da viagem, porém não consegui ir nenhuma vez. Na primeira vez que tentei, eram aproximadamente 10h da manhã e o garçon me informou que o clube já estava lotado, embora houvesse várias mesas vazias (segundo ele, pessoas haviam feito reserva). Então questionei qual o procedimento para fazer uma reserva e fui informada que deveria estar no local por volta de 8h da manhã para conseguir uma vaga, e que não reservavam com antecedência. Pois bem, voltamos outro dia às 8h da manhã, mas fomos informados que não era possível reservar. Então acabamos desistindo da ideia.

Na praia de San Luis também há gente oferecendo aluguel de jet sky e passeios de barco à vela pela orla.

Spratt Bright

É a praia central de San Andres. Possui uma área mais calma mais próxima do aeroporto e outra área com um movimento maior de pessoas mais próximo ao centro comercial. A praia é linda e o mar é calmo. Você pode alugar cadeiras e guarda-sol, ou sentar à sombra dos inúmeros coqueiros da orla.  Você também pode consumir de algum dos ambulantes que por lá ficam, ou levar uma bolsinha térmica com gelo e suas bebidas. Há várias lojas, na parte do centro comercial, que vendem bebidas para ir repondo.

Compras

A Ilha de San Andres é um imenso Duty Free Shop, então para quem busca eletrônicos, perfumes e outros produtos importados, é uma excelente opção. Visitei algumas lojas Riviera Duty Free, comprei algumas coisinhas como maquiagem, chocolates, café (só compre Juan Valdez), e algumas bugigangas para presentear amigos e familia.

Para mim nada disto foi grande novidade, já que eu moro na fronteira com o Paraguai, então não me empolguei com preços como a maioria das pessoas. Mas posso dizer que os preços são bem parecidos com os preços que você encontraria em Ciudad del Este, então vale a pena.

Esta parte da cidade é muito bonita, com lojas de marca, calçadão e banquinhos para descansar.

Próximo à marina, você também encontrará uma feira de artesanato, anexa à Secretaria de Turismo da ilha.

QUAIS SÃO AS COMIDAS TÍPICAS DE SAN ANDRES?

A culinária de San Andres é baseada, como vocês podem imaginar, em frutos do mar. Raramente você encontrará um prato baseado em carne de gado. As outras opções, quando existentes, são porco ou frango.  O peixe é sempre fresco, então é uma excelente pedida.

Outros alimentos abundantes na ilha são bananas, coco e fruta pão, portanto eles estão sempre presentes.

A fruta pão, também encontrada no nordeste brasileiro, é geralmente servida fatiada e frita. É a substituta da nossa batata frita. É uma delícia gente.

Já as bananas são transformadas num bolinho frito chamado Patacon, que é ótimo também.

Arroz de coco é algo bem comum. Fica meio adocicado. No começo eu amei, mas depois dei uma enjoada e voltei pro arroz básico.

As Arepas também são típicas. São bolinhos de farinha de milho vendidos puros ou recheados. Puro eu achei sem gracinha, mas recheados ficam deliciosas.

As bebidas típicas da ilha são Coco Loco, uma mistureba de várias bebidas alcoólicas que, surpreendentemente, fica gostosa, Piña Colada e Limonada de coco (limonada feita com água de coco), e são encontradas em todos os lugares. A cerveja local chama-se Águila e é bem parecida com a nossa Brahma. Eu gostei. Mas você encontrará Corona com facilidade também.

E é claro que nesta lista não poderia faltar o café colombiano. Juan Valdez, que produz um dos melhores cafés do mundo, e tem quiosques (um em Spratt Bright e outro no centro comercial) que vendem tanto o café in natura para você levar para casa, quanto várias opções de cafés quentes e gelados para consumir ali mesmo.  Meu conselho? Vá inúmeras vezes, leve para casa o máximo de café que conseguir. Esse realmente faz jus a toda propaganda que tem! Não acredite nos vendedores das lojas do centro comercial que te disserem que outras marcas de café são tão boas quanto. Caímos nesse conto do vigário, porque o Juan Valdez não é barato, e trouxemos um pouco de outras marcas, mas nem se comparam.

ONDE COMER EM SAN ANDRES?

El Pescadero

Vou falar primeiro do que se tornou um dos meus restaurantes favoritos EVER!!! Chama-se El Pescadero. É um restaurante que fica logo no início da praia de Spratt Bright, bem afastado do agito, mas pertinho do aeroporto. Poucos turistas notam este restaurante, já que não há placas nem divulgação. Só chegamos até lá por recomendação de uma guia que encontramos vendendo passeios na rua. Ela nos disse que é um dos favoritos da população da Ilha, então corremos para lá.

Don Anibal

Outro restaurante maravilhoso de lá é o Don Anibal.  Fica também na praia de Spratt Bright, porém na outra ponta, junto ao centro comercial. Servem comidas mais populares como pizza, arepas, algumas opções mexicanas, e uma limonada de cereja que é sensacional. São pratos fartos e bem em conta.

Nachos

Bocca de Oro

Para um jantarzinho especial, recomendo o restaurante Bocca de Oro. O local é rústico, todo de madeira. Ambiente gostoso e tem uma banda de reggae local excelente tocando todos os sábados ao vivo.  É um dos poucos locais que você conseguirá encontrar outras carnes além do peixe. A comida é saborosa e num preço acessível. Não deixem de provar o Mojito deles que é perfeito.

O LADO TRISTE DE SAN ANDRES

Como nem tudo são flores, San Andres tem um problema imenso para solucionar: o lixo! A Colômbia optou por incentivar o povoamento da ilha e o turismo, mas esqueceu do saneamento básico. Por onde você vai, em meio às paisagens paradisíacas, lá estão eles: latinhas, sacolas, garrafas, pneus, etc, etc. É entristecedor.

Conversamos com alguns locais sobre o assunto, porque ficamos intrigados para saber como o lixo produzido na ilha era retirado de lá. Contaram-nos que ele simplesmente não é. Há um gigantesco aterro sanitário, obviamente longe dos olhares dos turistas, para onde todo esse lixo vai.

Ainda, segundo estes moradores, a ilha está super populosa e, com a taxa de natalidade alta, a tendência é piorar. O destino se torna cada vez mais popular entre turistas no mundo todo, e a circulação de pessoas na ilha diariamente é muito maior do que o que seria sustentável.

Voltamos de San Andres maravilhados com sua beleza, mas apavorados pensando que tudo isso pode se perder pelo descaso.

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